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Prefeitura pede rompimento de contrato da obra do canal de concreto armado na MT-242

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Cronograma de obras no canal na margem da rodovia MT-242 para escoamento dos deflúvios, cujo contrato foi assinado em 10 de outubro de 2022, não está sendo cumprido.

A empresa Bara Construções Eirele, vencedora do certame para a construção de um canal de concreto armado à margem direita da rodovia MT-242, para conter as águas das chuvas, não cumpre o cronograma de obras e na tarde desta segunda-feira (7), o prefeito Ari Lafin reuniu o representante da empresa, o Engenheiro Civil, Rafael Cardoso de Sousa, equipes das secretarias da Cidade, Fazenda, Obras, Transportes, Jurídico, representante do Legislativo para resolver a questão da obra que está muito aquém do necessário para que não seja perdido o trabalho já realizado na Rodovia.

O período das chuvas se aproxima e caso não sejam tomadas providências, imediatas, as consequências podem ser onerosas aos cofres públicos, explicou o Prefeito, destacando que como gestor do Município é responsável pelo erário público e deve satisfação dos gastos ao Legislativo e principalmente à população. “Precisamos salvar essa obra e não há mais tempo de execução do canal pela empresa contratada. Portanto, a medida mais sensata é a empresa solicitar o rompimento do contrato e a prefeitura assumir um trabalho paliativo”, orienta Ari.

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Caso a empresa não se pronuncie nos próximos dias, Ari solicitou que o departamento Jurídico em conjunto com as secretarias providencie um dossiê. “Vamos salvar a obra e diante do não cumprimento do cronograma, o caminho é o rompimento do contrato com abertura de processo administrativo.

Conforme matéria publica em fevereiro 2023, no site oficial, representantes da Prefeitura conversaram com representante da construtora Bara, sobre a programação para a instalação das aduelas, as estruturas em forma de “U” que devem canalizar as águas pluviais e garantir que cheguem ao Rio Lira, sem fazer estragos na via.

“Precisamos manter diálogo constante, acompanhar cuidadosamente o plano de trabalho, (……), e garantir que, na seca, possamos resolver definitivamente este problema”, orientou o prefeito Ari Lafin, há seis meses.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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