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Prefeitura investe em saúde e educação além do que estabelece a lei

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Números foram apresentados nesta sexta-feira (24 de maio)

A Prefeitura de Sorriso, por meio da Secretaria de Fazenda (Semfaz), apresentou, nesta sexta-feira (24 de maio), o balanço dos primeiros quatro meses de 2024, apresentado nesta quinta-feira (25 de maio). Todos os detalhes que mostram como foram utilizados os recursos públicos de janeiro a abril foram apresentados em audiência pública no Auditório Farroupilha, do Centro de Eventos Ari José Riedi.

Os números mostram que Sorriso investe, em educação e saúde, além do previsto em legislação. Nos primeiros quatro meses de 2024, Sorriso destinou, para a manutenção e desenvolvimento do ensino (MED), 25,45% da receita resultante de impostos, o que perfaz um total de R$ 43.912.524.69. A lei prevê o investimento mínimo de 25%. Portanto, o Município destinou, a mais, R$ 780.792,63 para esta finalidade.

Já sobre a exigência mínima de destinação de 15% da receita resultante de impostos em serviços públicos de saúde, o investimento foi de 22,63%, com a aplicação de R$ 39.038.396,79. A diferença entre o mínimo previsto em lei e o que foi executado pela Prefeitura foi de R$ 13.159.357,56.

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Na oportunidade, foram detalhados diversos outros índices relativos às metas fiscais do Município neste primeiro quadrimestre. Assessor adjunto da Secretaria de Fazenda, Miraldo Gomes de Souza destaca a importância da participação popular neste processo de prestação de contas do Município. “Todos os números estão dispostos em nosso site [site.sorriso.mt.gov.br], onde a população pode acompanhar diretamente todo o trabalho que vem sendo realizado pela Prefeitura de Sorriso, sempre no sentido de seguir rigorosamente o que determina a lei, garantindo assim o pleno atendimento de todos os munícipes”.

O prefeito Ari Lafin complemente a fala, acrescentando que a Administração Municipal tem o constante desafio de garantir a infraestrutura necessária ao constante crescimento de Sorriso, na casa dos 20%. “Além da manutenção da estrutura básica, é constante – e intenso – o trabalho para disponibilizar novas estruturas, permitindo assim que Sorriso continue sendo um lugar muito bom para viver”.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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