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Prefeitura deve licitar novamente serviço de regularização fundiária

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Reunião avaliou processo realizado na sede do Município e também no Distrito de Primavera, onde serviço foi contratado pelos moradores

Avaliar, acompanhar, organizar, planejar, executar. E, em breve, garantir aos sorrisenses que ainda não contam com a escritura de seus imóveis, toda a documentação necessária que ateste 100% da posse do “lar, doce lar”.

Assim começou a segunda-feira (15 de maio), na Prefeitura de Sorriso, quando, por meio de uma reunião entre secretários municipais, procuradores e a empresa Destri Negócios Imobiliários, que, contratada pelos moradores, está fazendo o trabalho de regularização fundiária no Distrito de Boa Esperança, a Destri Negócios Imobiliários. Na oportunidade, foi possível avaliar como está o processo no Distrito e também em outros pontos de Sorriso.

Na sede do Município, o trabalho também começou a ser feito, por uma empresa contratada via licitação, pela Prefeitura de Sorriso. No entanto, o contrato com a empresa Agribio Negócios Imobiliários teve de ser rescindido, visto que o serviço não vinha sendo executado conforme acordado.

Por conta disso, será necessário, agora, licitar novamente este serviço. “Estamos atentos a esta situação, sabemos o quanto é necessário entregar a documentação a todas estas famílias, mas também entendemos que é um processo minucioso, que exige trabalho articulado entre várias instâncias, e, para ele, contamos, tanto com a compreensão, quanto com a colaboração dos proprietários destes imóveis”, destaca o prefeito Ari Lafin.

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Participaram da reunião desta manhã, junto ao prefeito Ari Lafin, os responsáveis pela empresa Destri Negócios Imobiliários, Eugênio Destri e Juliane Destri Pincerato; os secretários Ednilson Oliveira (Cidade) Hilton Polesello (Governo); Marlon Zanella (Agricultura Familiar e Segurança Alimentar); o coordenador do Departamento de Habitação, Brendo Braga; o procurador-geral e responsável pelo Departamento de Licitação, Eslen Parron Mendes e os assessores jurídicos Daniel Melo e Lucas Coldebella .

Reurb

A licitação de uma empresa para o trabalho de regularização fundiária atende à necessidade de colocar em prática a lei de Regularização Fundiária Urbana (Reurb) de 2017, que serve como marco legal para a regularização de núcleos urbanos. Sancionada em 2017 pelo então presidente Michel Temer, a lei tem como foco desburocratizar, simplificar e agilizar todo o processo de regularização.

Basicamente, o trabalho a ser feito pela empresa a ser novamente licitada consiste em, “in loco”, fazer entrevistas com os moradores e monitorar toda a cadeia do imóvel, juntar toda a documentação necessária para, a partir disso, emitir o título de posse.

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Regularização

Entre os pontos que demandam regularização fundiária, as 67 residências do Nova Aliança I que foram edificadas no Residencial por meio de recursos do FAR. Vale lembrar que, além destas 67, foram entregues, ainda em 2010, outras 100 casas nesta primeira etapa conjunto habitacional, no entanto, estas por meio de carta de crédito do FGTS. Tanto as residências viabilizadas via FAR quanto às edificadas via FGTS integraram o Programa Federal Minha Casa Minha Vida.

Assim como no caso destas famílias que foram contempladas com uma residência no conjunto habitacional, outras em Sorriso ainda não contam com toda a documentação de posse. Tal situação é realidade em alguns pontos de distritos, e mesmo de bairros da sede do Município, como o Fraternidade, o União, e o Boa Esperança.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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