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Prefeitura convida empresários a contribuir com proposta à Águas de Sorriso

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Objetivo é ampliar o diálogo para construir proposta mais robusta

Construir uma solução coletiva. Ouvir. Avaliar. Analisar. Ponderar. Organizar. E, dentro dos próximos 30 dias, apresentar, à Águas de Sorriso, a proposta formal para equacionar a questão “renovação da concessão X continuidade dos investimentos em esgotamento sanitário”.

Na manhã desta terça-feira (23 de maio), o tema foi discutido em uma reunião em que representantes de loteadoras e construtoras foram convidados a conhecer “o que temos” e opinar sobre “o que queremos ter”. O tema foi partilhado pelo prefeito Ari Lafin, pelo secretário de Governo, Hilton Polesello, que preside o Comitê Hídrico, e pelo assessor jurídico Daniel Melo. Também participaram deste momento de “vamos dividir para poder somar”, o adjunto de Governo, Ivan Oliveira; o diretor-presidente da Águas de Sorriso, Evandro Vozniak; assim como demais servidores técnicos da instituição, e também da Câmara de Vereadores.

Dentro dos próximos 30 dias, destacou Polesello, precisa ser formalizada a contraproposta final a ser apresentada à Águas de Sorriso. E a intenção do encontro foi, a partir da análise do material apresentado, que os empresários, diretamente ligados à infraestrutura do Município, possam também contribuir neste processo.

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Ainda no ano passado, a concessionária apresentou o esboço do plano de investimentos relativo a esgotamento sanitário até 2030, quando se encerra o contrato de concessão. Pelo planejamento da concessionária, a universalização do acesso ao esgoto deve se dar de maneira gradativa e demandará investimentos de R$ 157 milhões. Para que isso se materialize, o Município deve ampliar em mais 30 anos a concessão do serviço à Aegea, empresa gestora da Águas de Sorriso e de outras 23 concessões no Estado.

“A partir desta proposta da Águas de Sorriso, a Prefeitura elaborou uma contraproposta, analisando item a item, buscando, desta maneira, que se chegue a um consenso harmonioso, garantindo que a concessionária não seja lesada no processo, e, principalmente, que o Município possa seguir se desenvolvendo de maneira sustentável, com abastecimento de água, coleta de esgoto e uma cobrança justa pelo serviço”, destacou Polesello.

Entre as sugestões, por exemplo, a redução de 30 para 15 anos da renovação da concessão, frente à universalização do serviço de coleta de esgoto até, no máximo, 2027. Os empresários relataram problemas que vem sendo enfrentados quando o assunto é água e esgoto, como a imposição de instalação de poços artesianos e reservatórios de água para a liberação de novos loteamentos.

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“Tudo isso pode e deve ser pontuado, para que este novo documento seja mais completo e garanta o pleno atendimento de nosso Município”, afirmou Evandro. “Mais uma vez, reforço a necessidade da contribuição de todos para avançarmos neste processo”, complementou Polesello.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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