Sorriso

Executivo Municipal anuncia reavaliação técnica do bolsa-estágio no prazo de 60 dias

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Diálogo e ajustes necessários foram as palavras-chave que definiram a reunião realizada na tarde desta terça-feira (18), entre o prefeito Alei Fernandes, o vice Acácio Ambrosini, vereadores e estagiários. O encontro, realizado no plenário da Câmara de Vereadores, focou na reestruturação administrativa, que inclui a revisão do valor do bolsa-estágio. O Executivo e o Legislativo demonstraram interesse para encontrar soluções que atendam às demandas emergentes, especialmente no que diz respeito ao equilíbrio das finanças públicas e à gestão de estagiários.

O prefeito Alei ressaltou que foi criada uma Comissão Avaliadora, para estudar alternativas que possam recompor a possível redução da bolsa-estágio. Ele ressaltou que o benefício, atrelado ao menor salário do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) da Prefeitura, não se configura como salário, mas sim, como um incentivo ao processo de aprendizado.

Em um acordo firmado entre as partes, ficou estabelecido um prazo de 60 dias para reavaliação da decisão que será tomada em colaboração com o Legislativo e dentro dos parâmetros legais. Enquanto isso, Alei pediu que os estagiários retomem suas atividades nas salas de aula para evitar o risco de perderem as vagas. “Com muito cuidado e diálogo, chegaremos a uma solução plausível e justa para todos”, concluiu.

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Dentre as medidas já implementadas pela atual gestão, inclui ajustes nas diárias e revisão de horas extras que visam otimizar os recursos públicos.

Em um levantamento feito pela Administração Municipal mostra que Sorriso oferece a melhor remuneração para estagiários em todo o estado, com valores que chegam a ser 70% superiores aos de outras cidades. No entanto, Alei reforçou “a intenção da gestão é melhorar algumas áreas essenciais e criar a Casa do Autista, que atenderá cerca de 400 crianças”.

O vice-prefeito Acácio Ambrosini enfatizou que cada gestão tem suas particularidades e que, diante de novas demandas, é fundamental adotar uma postura técnica para embasar decisões mais acertadas. “A ideia não é criar barreiras aos estágios, mas sim, analisar todos os fatores de forma estruturada, alinhada aos princípios de controle e transparência, para chegarmos a um consenso que obedeça às normas da controladoria”, explicou.

“Estamos estudando mecanismos para incentivar a aprendizagem e, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade financeira do Município. Em 60 dias, teremos uma resposta sobre a possibilidade de criar um vale-alimentação para recompor a redução do bolsa-estágio”, declarou.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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