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Audiência pública mostra que Município aplica além da obrigação em Saúde e Educação

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Evento permite que cidadãos possam acompanhar, detalhadamente, a aplicação dos recursos públicos

Enquanto a legislação estipula a aplicação de, no mínimo, de 25% dos recursos resultantes de impostos na manutenção e desenvolvimento do ensino, Sorriso aplicou, nos primeiros oito meses do ano, 38,5%, com um total superior a R$ 133 milhões. Outro bom resultado em Educação foi a aplicação de mais de R$ 76 milhões da receita do Fundeb na remuneração dos profissionais da Educação Básica. Este montante representa 90,37% desta receita. Vale destacar que a obrigação legal é aplicar, no mínimo, 70% desta receita para esta finalidade.

Já quando o assunto é Saúde, os resultados do Município estão igualmente além do previsto pela lei. A obrigação imposta pela lei é garantir que 15% da receita resultante de impostos tenha como destino o serviço público de saúde. Em Sorriso, neste segundo quadrimestre do ano, foram aplicados mais de R$ 111 milhões na área, o que corresponde a 32,25% da receita.

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Outro bom resultado, apresentado na audiência pública promovida na manhã desta terça-feira (19 de setembro), no Centro de Eventos Ari José Riedi, foi acerca da folha de pagamento. Pela lei, o Município pode, no máximo, aplicar 54% da receita corrente líquida com despesas de pessoal. De acordo com o exposto, a Prefeitura destina 45,45% da receita para esta finalidade.

Além dos limites legais, durante a audiência, promovida por meio da Secretaria de Fazenda (Semfaz), também foi explanada a situação da arrecadação do Município. Levando em conta os dois quadrimestres, a arrecadação está em 55,29% do estimado, com R$ 466 milhões arrecadados frente aos R$ 843 milhões estimados.

“Todos estes dados estão à disposição da população, permitindo que cada cidadão possa acompanhar, item a item, a aplicação dos recursos municipais”, destaca o secretário-adjunto de Fazenda, Miraldo de Souza.

Além do evento presencial, a Prefeitura também veicula a audiência via redes sociais, ampliando assim o processo de transparência.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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