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Vigilância Epidemiológica descarta risco de surto e mantém monitoramento de casos de meningite em Sinop

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde — setor de Vigilância Epidemiológica —, informa que os casos de meningite bacteriana registrados no município estão sob monitoramento contínuo e não há risco de surto. As ações de contenção foram adotadas ainda nas primeiras horas após a notificação dos casos suspeitos e seguem sendo eficazes.

O município realiza busca ativa de pessoas que tiveram contato direto com as pacientes positivadas, além de adotar medidas sanitárias para combater a bactéria causadora da doença, como a higienização da unidade escolar onde estudava a paciente que evoluiu a óbito e a suspensão temporária das aulas como forma de prevenção.

Ao longo desta terça-feira (21), uma equipe composta por médica infectologista, médicos clínicos gerais, enfermeiros e técnicos de enfermagem realizou atendimentos a familiares e alunos da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Tempo de Infância, localizada no Residencial Daury Riva, que tiveram contato direto com uma das pacientes. Nenhum novo caso suspeito foi identificado.

O diretor de Vigilância em Saúde, Jorge Beviláqua, destaca que todas as medidas adotadas têm caráter preventivo e visam interromper qualquer possibilidade de transmissão. “Desde a notificação, na sexta-feira à noite (17), nossa equipe foi mobilizada imediatamente. Estabelecemos contato com as famílias, com a direção da escola e implantamos o protocolo de contenção. Até o momento, permanecem apenas os dois casos já confirmados, o que demonstra a efetividade das ações e reforça que não há cenário de surto”, afirmou.

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Beviláqua esclarece que os atendimentos realizados na Unidade Básica de Saúde (UBS) José Ramos Pereira são direcionados exclusivamente às famílias e pessoas que tiveram contato direto com as pacientes, tanto da unidade escolar municipal quanto da estadual envolvida.

“Não há motivo para pânico. Trata-se de uma infecção com tratamento eficaz, que, após o início da medicação, reduz significativamente a cadeia de transmissão. O microrganismo não sobrevive fora do corpo humano por longos períodos — no máximo cerca de duas horas. Além disso, é importante destacar que não houve contaminação no ambiente escolar, sendo um contexto de transmissão familiar. O contágio ocorre por contato direto com gotículas de saliva”, explicou.

O diretor reforça que, mesmo com os casos confirmados, o trabalho de investigação epidemiológica continuará. “A conclusão do caso é de responsabilidade da vigilância em saúde. Mesmo após a confirmação laboratorial, seguimos investigando o histórico dos pacientes, contatos próximos e possíveis locais de exposição. Isso não significa que há contaminação em bairros ou escolas. Assim como outras doenças respiratórias, a transmissão pode ocorrer em diferentes ambientes. Nosso papel é rastrear e encerrar corretamente o caso, com envio das informações aos órgãos estaduais e ao Ministério da Saúde”, concluiu.

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Casos de meningite em Sinop estão associados a caramujo?

Apesar de haver informações que buscam associar os casos de meningite bacteriana em Sinop a caramujos africanos, Beviláqua esclarece que não há evidências de que esses animais sejam os causadores dos casos registrados no município.

“Ele pode, sim, estar carregando alguma bactéria, alguma virulência. Pode, porque é um ser vivo, mas não é um veículo de transmissão. Pode ser um vetor? Pode. Assim como o cão pode ser vetor de algumas doenças, assim como o gato também pode ser. Mas ‘pode’ não quer dizer que é. Então, podemos afirmar que a paciente teve contato com um caramujo? Não, não podemos”, esclareceu.

No momento, Sinop contabiliza dois casos confirmados de meningite bacteriana pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), sendo um com evolução para óbito.

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Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Roneir Corrêa

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Sinop sedia 4º ciclo de formação do Selo Unicef sobre equidade étnico-racial

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A Prefeitura de Sinop sedia, nesta sexta-feira (21), o 4º ciclo de formação do Selo Unicef 2025-2028, com o tema “Resultado Sistêmico 6: Equidade Étnico-Racial nas políticas públicas”. A formação é realizada no auditório da Unifasipe Florença e reúne representantes de 21 municípios da região Norte de Mato Grosso que aderiram à iniciativa.

O encontro tem como objetivo fortalecer a capacidade dos municípios para desenvolver e implementar políticas públicas que considerem as diferentes realidades étnico-raciais e garantam direitos de forma equitativa para crianças e adolescentes.

De acordo com a especialista do Unicef, Aylla Silveira, Sinop é o segundo polo de formação no estado e foi escolhido para reunir os municípios da região Norte. Ela destaca que a discussão sobre equidade étnico-racial é fundamental para que as políticas públicas considerem as diferentes infâncias.

“Essa temática é muito importante porque é quando a gente trata das diferentes diversidades, é quando a gente trata das diferentes infâncias. Tratar de direito pleno para o pleno desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes é preciso identificar que elas são diferentes”, afirmou.

Aylla também ressaltou a necessidade de considerar diferentes grupos na elaboração e execução das políticas públicas. “É preciso considerar a população indígena, o povo negro, de terreiro, cigano e todas as outras manifestações presentes nesses municípios para que a gente possa, de fato, prover direitos iguais para que elas cresçam em pleno desenvolvimento”.

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A programação é dividida em diferentes etapas, começando pela sensibilização dos participantes, com estudos de casos relacionados a crianças e adolescentes de diferentes idades. No período da tarde, a formação segue com uma etapa técnica de construção conjunta com os servidores, abordando políticas públicas que podem ser implementadas pelos municípios e as formas de apoio oferecidas pelo Unicef. “À tarde, a gente tem um espaço mais técnico de co-construção com esses servidores, onde a gente vai entender as diferentes políticas que os municípios podem estar implementando e como que o Unicef apoia esses municípios com apoio técnico, formação, entre outras coisas”, explicou Aylla.

Sinop como polo regional

Para a secretária de Assistência Social de Sinop, Sinéia Abreu, a realização da formação no município reforça a experiência local com o Selo Unicef e amplia a discussão sobre temas relacionados à proteção e à inclusão social. “Sinop tem o know-how já do Selo Unicef há bastante tempo e a gente faz de tudo. E para sediar agora uma etapa, incluindo vários municípios aqui da região Norte, todos são bem-vindos a essa etapa”, destacou.

Segundo a secretária, a discussão sobre discriminação racial já faz parte das ações desenvolvidas pela Assistência Social. “A assistência social é preocupada com isso”, afirmou, ao defender a ampliação das políticas de inclusão e proteção para garantir atendimento sem discriminação.

A coordenadora de Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou que Sinop aderiu ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) e vem estruturando ações específicas para a promoção da igualdade racial no município. “O município de Sinop, desde a primeira gestão do prefeito Roberto Dorner, fez adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial. O município também foi contemplado com um veículo e todo um equipamento para que pudesse desenvolver políticas públicas de promoção da igualdade racial”, explicou.

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Combate ao racismo desde a infância

Representando o Instituto de Negros e Afros (Inegrafros), Zeneide Pereira destacou a importância de levar a discussão sobre igualdade racial para as diferentes etapas da formação de crianças e adolescentes. “Eu acho de suma importância que o Selo Unicef tenha escolhido Sinop como palco para sediar uma temática de tão importância como é a promoção da igualdade racial, trabalhar o racismo e trabalhar o racismo de forma efetiva nas bases, na educação, nas comunidades”, afirmou.

Para Zeneide, o trabalho desde a infância é fundamental para fortalecer o combate ao racismo. “Nós precisamos desse fortalecimento, nós precisamos combater o racismo. O racismo não acabou no nosso país e não acabou no mundo”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Weslley Mtchaell

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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