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Sedec afirma que Ferrogrão coincidirá com fase de industrialização e transformação de Sinop

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Após análise técnica e judicial, o projeto da ferrovia que interligará o município de Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA), a Ferrogrão, recebeu parecer favorável do Superior Tribunal Federal (STF) para continuidade do desenvolvimento dos estudos e projetos que compõe o processo de preparo para licitação. A informação foi trazida ontem (23), durante evento promovido pela Prefeitura de Sinop, em conjunto com as entidades representativas, pelo idealizador do projeto, Guilherme Quintella.
 
O secretário de Desenvolvimento Econômico, José Pedro Serafini, afirma que a Ferrogrão vem para consolidar a nova fase que o município de Sinop, a Capital do Nortão, assume há alguns anos, que é a industrialização e transformação econômica.
 
“Nós estamos vivendo uma fase de industrialização, de transformação de Sinop, por ser uma cidade polo, uma cidade regional. […] Então creio que para nós hoje estamos um pouco bitolado no que a ferrovia poderia nos trazer, mas, concomitantemente com um porto seco, nós temos certeza absoluta, que o leque vai se abrir e vai favorecer inclusive a importação de tudo aquilo que vem para o comércio, para o prestador de serviço, para tecnologia que é muito importante, que vai facilitar muito”, disse ele.
 
O projeto prevê o início do trilho na cidade de Sinop, o que a beneficia com um porto seco e um terminal rodoferroviário. A movimentação do escoamento da produção do setor de grãos, vai fomentar o fluxo e a demanda do comércio local, benefícios, que para Serafini, vai além da construção de uma ferrovia ou da criação de uma alternativa para o escoamento.
 
“Nós vamos ter aqui um porto seco, um terminal rodoferroviário e que vai facilitar a exportação e a importação. Dentro desse quadro nós vamos ganhar na agilidade, na questão de preços, no barateamento ou na diminuição do custo de frete, dentre outros benefícios, e, ainda, criando condições para outros setores, como o etanol. Dele ser exportado também, ou o DDG ou então o óleo de milho. A madeira já faz isso, os cereais já fazem isso. A ferrovia é um instrumento muito importante, junto com o porto seco que vai dar uma referência para Sinop como a cidade líder regional que ela precisa se dotar e nós precisamos de uma ferrovia sim”, completou.
 
Quintella, em coletiva à imprensa local, informou que o projeto ficou paralisado por três anos, em decorrência de uma judicialização envolvendo a área do Parque Nacional do Jamanxin, no estado do Pará. Entretando, em 2023 o Superior Tribunal Federal (STF) concluiu que a obra não atinge o parque e autorizou a continuidade do levantamento, estudos e projetos.
 
“O projeto ficou paralisado sim, de 2021 a 2023, através de uma demanda política que foi homologada junto ao Tribunal Superior Federal, mas em maio de 2023 o ministro relator, Alexandre de Moraes, liberou a continuidade dos estudos e para todo o processo licitatório da ferrogrão”, esclareceu Quintella.
 
Segundo ele, “a única coisa que tem pendência é o licenciamento ambiental que está sendo feito pelo Governo Federal, pela Infra S.A. [autarquia federal], lá em Brasília, que está coordenando a questão do licenciamento ambiental para começar as obras. Então, não tem nada mais que impeça a licitação da Ferrogrão e é por isso que o ministro Renan [ministro dos transportes] anunciou, agora em maio, que essa licitação deverá ocorrer no primeiro semestre do ano que vem”, completou.

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Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Roneir Corrêa

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Prefeitura de Sinop encaminha projeto para flexibilizar hora-atividade e aprimorar organização do trabalho dos professores da rede municipal

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A Prefeitura de Sinop encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei complementar que promove alterações na Lei Complementar nº 062/2011, que dispõe sobre a carreira dos Profissionais da Educação Pública Básica do Município de Sinop. A proposta busca modernizar a organização do trabalho docente, garantir maior flexibilidade no cumprimento da hora-atividade e fortalecer a valorização dos servidores da rede municipal de ensino. A medida está prevista para entrar em vigor no início do segundo semestre letivo de 2026, caso seja aprovada pelo Legislativo.

Entre as principais mudanças está a flexibilização do cumprimento da hora-atividade dos professores, período destinado à preparação e avaliação do trabalho didático, às reuniões pedagógicas, à articulação com a comunidade escolar e ao aperfeiçoamento profissional, conforme definido na legislação municipal vigente. Pela proposta, 40% dessa carga horária deverá ser cumprida presencialmente na unidade escolar e os outros 60% poderão ser realizados em regime não presencial, em local escolhido pelo profissional, mediante registro eletrônico e validação das atividades pedagógicas no sistema da Secretaria Municipal de Educação.

A proposta representa um avanço na política de valorização dos profissionais da educação, ao permitir mais autonomia para a organização da rotina pedagógica sem prejuízo ao atendimento dos estudantes ou à carga horária em sala de aula. O projeto estabelece mecanismos de controle e acompanhamento, garantindo que as atividades realizadas fora do ambiente escolar sejam devidamente registradas e acompanhadas pela coordenação pedagógica das unidades de ensino.

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A iniciativa também busca gerar impactos positivos no ambiente de trabalho, ao oferecer mais flexibilidade para os educadores realizarem atividades de planejamento e organização em locais mais adequados às suas necessidades, o que pode contribuir para a melhoria do bem-estar profissional, da qualidade do ensino e da rotina escolar.

A vereadora Sandra Donato, que apresentou a pauta ao Poder Legislativo, destacou que a proposta representa um ganho real na qualidade de vida dos profissionais da educação, ao permitir maior flexibilidade na realização da hora-atividade. “Estamos falando de uma medida que oferece aos professores a possibilidade de cumprir 40% da hora-atividade na escola e 60% em casa, garantindo mais autonomia e qualidade de vida aos nossos profissionais. E, quando valorizamos os professores, quem ganha também são as nossas crianças”, afirmou.

Outro ponto previsto no projeto é a regulamentação das chamadas aulas excedentes, que poderão ser atribuídas em caráter eventual e emergencial, mediante aceite voluntário do professor, garantindo continuidade do atendimento educacional nas unidades escolares quando houver necessidade. A remuneração será feita por hora/aula efetivamente ministrada, conforme regulamentação do Poder Executivo, sem incorporação ao subsídio do servidor.

A construção da proposta ocorreu a partir de diálogo institucional entre a Prefeitura de Sinop e o Poder Legislativo, após debate conduzido pela vereadora Sandra Donato, que apresentou pauta relacionada ao tema na Câmara Municipal. Em razão da competência legal para proposição de matérias relacionadas ao regime jurídico dos servidores públicos, o Executivo municipal acolheu a demanda e elaborou o projeto com base técnica e jurídica, consolidando uma alternativa construída em conjunto e voltada ao fortalecimento das políticas de valorização dos profissionais da educação.

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O prefeito Roberto Dorner ressaltou que a medida atende a um compromisso construído ao longo do tempo e busca reconhecer o trabalho desenvolvido pelos profissionais da educação. “Esse é um projeto construído a longo prazo e que agora está sendo colocado em prática para garantir esse avanço aos nossos professores, que desempenham um papel fundamental na educação dos nossos filhos”, afirmou.

A secretária municipal de Educação, Salete Rodrigues, destacou que a proposta nasceu da escuta ativa dos profissionais da rede e do diálogo permanente com as unidades escolares. “Esse é um projeto construído ouvindo professores, diretores e toda a comunidade escolar. A gestão tem mantido uma escuta permanente das demandas da educação, buscando atender aquilo que contribui para fortalecer o trabalho pedagógico e valorizar os nossos profissionais”, destacou.

A proposta também segue modelo já adotado pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, com adequações à realidade da rede municipal de ensino de Sinop, preservando integralmente as aulas regulares e o atendimento aos alunos.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Roneir Corrêa

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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