O prefeito José Carlos do Pátio realizou a entrega na noite dessa segunda-feira (1)dos títulos definitivos aos 39 proprietários de imóveis no residencial Jardim Ebenezer. Esta iniciativa marca o encerramento de um processo de regularização que se estendia há 16 anos desde a construção do conjunto habitacional pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus, em parceria com o Governo do Estado.
O residencial foi concebido para abrigar fiéis da igreja que não possuíam moradia, sendo construído com o apoio do governo estadual.
Após negociações entre a igreja, estado e a prefeitura, foi acordado que a área seria transferida para o município, possibilitando a regularização dos imóveis através do cadastramento no Departamento Imobiliário da Prefeitura.
Durante a cerimônia o prefeitodestacou a importância desse marco. “É um passo significativo para garantir que essas famílias tenham a segurança de serem legalmente reconhecidas como proprietárias de suas moradias.”
O pastor Moisés Dias de Oliveira, presidente da Assembleia de Deus em Rondonópolis, expressou sua gratidão pelo desfecho positivo desse processo longo. “Este é um momento de grande alegria para todos nós. A igreja iniciou esse projeto há anos com o objetivo de proporcionar moradias dignas para pessoas necessitadas, e hoje, junto com a prefeitura, podemos ver esse sonho realizado.”
A secretária de habitação e Urbanismo do município, Maristela Moraes, enfatizou a importância social dessa regularização. “Para as famílias que agora recebem seus títulos definitivos, este é o fechamento de um ciclo de incertezas. Estamos felizes por ter contribuído para a concretização desse processo.”
Para Joana Batista Santos, uma das beneficiadas que recebeu sua escritura, a entrega representa a realização de um sonho. “Estamos muito gratos à gestão municipal por tornar isso possível.”
Entre os presentes na cerimônia estavam os vereadores Reginaldo Santos e Cido Silva, além de lideranças religiosas daIgreja Evangélica Assembleia de Deus.
Câmara de Rondonópolis corrigirá vício formal em projeto de lei após decisão do TJMT para garantir reajuste de emendas impositivas. O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou, em sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (13), em Cuiabá, a inconstitucionalidade da Emenda à Lei Orgânica número 66/2025, aprovada pela Câmara Municipal de Rondonópolis que previa o reajuste do percentual das emendas parlamentares impositivas. A Casa de Leis rondonopolitana, contudo, já informou que atuará de forma imediata para sanar as inconsistências técnicas e reprotocolar a matéria. O julgamento do TJMT fundamentou-se em um vício formal de tramitação provocado por uma limitação no sistema eletrônico do Legislativo municipal. Embora a proposta tenha contado com o voto favorável de todos os 21 vereadores, a plataforma registrou formalmente apenas a assinatura eletrônica dos dois primeiros parlamentares a acessarem o sistema. Como a legislação exige a subscrição mínima de um terço dos membros do Poder Legislativo para a apresentação da proposta, a ausência do registro eletrônico completo levou os magistrados a declararem a inconstitucionalidade da norma por descumprimento de requisito regimental. A Câmara Municipal de Rondonópolis anunciou que promoverá as correções necessárias nos próximos dias, para sanar a falha do sistema e reapresentar o projeto dentro do rito exigido pela Justiça. O objetivo do Parlamento municipal é resguardar a prerrogativa constitucional dos vereadores quanto à destinação das emendas parlamentares impositivas, garantia assegurada tanto pela Constituição do Estado de Mato Grosso quanto pela Constituição Federal. Além da adequação interna, o Legislativo rondonopolitano acompanha o julgamento pautado no Supremo Tribunal Federal (STF) para o próximo dia 20. A Suprema Corte apreciará uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) voltada a regulamentar nacionalmente os percentuais das emendas impositivas. A discussão central aborda o teto global de 2%, atualmente distribuído em 1,55% para a Câmara dos Deputados e 0,45% para o Senado Federal. A Câmara de Rondonópolis informou que alinhará o texto final do projeto municipal aos parâmetros que forem consolidados pelo STF.
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