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Vereadora Paula Calil homenageia o Siriri e o Cururu

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Nathany Gomes – Assessoria vereadora Paula Calil 

Em uma noite marcada pela emoção e pela valorização da cultura popular, a presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), promoveu, na noite dessa quarta-feira (12), solenidade em homenagem ao Siriri e ao Cururu – expressões artísticas que traduzem a alma do povo cuiabano e mato-grossense e que atravessam gerações mantendo viva a identidade regional.
Durante o evento, Paula destacou a relevância dessas manifestações culturais, lembrando que elas nasceram às margens dos rios, nos quintais das casas e nas festas religiosas, preservadas com dedicação por mestres, grupos e famílias que se esforçam para manter a tradição viva.
“Como presidente da Câmara Municipal, sinto-me profundamente honrada em reconhecer a importância do Siriri e do Cururu, manifestações que sempre admirei e acompanhei com carinho, mesmo antes de ingressar na vida pública. O Siriri e o Cururu continuarão ecoando pelos bairros, escolas, palcos e pelo mundo, levando adiante a força, a beleza e a alegria da nossa cultura. Tenho muito orgulho em contemplar de perto essas importantes ações, pois o social faz parte do meu cotidiano há mais de uma década, antes mesmo da política”, afirmou a vereadora.
Entre os homenageados, estiveram mestres e representantes de grupos tradicionais, que expressaram gratidão pelo reconhecimento ao trabalho de preservação cultural.
A secretária-adjunta de Cultura de Cuiabá, Vilmara da Silva Vidica, representante do Grupo São Gonçalo Beira Rio, destacou a alegria coletiva pela homenagem.
“Estou muito feliz em receber esse carinho em nome de todos do meu grupo. Que possamos manter viva a cultura em que acreditamos, ao lado daqueles que somam conosco. Muito obrigada e que Deus abençoe a todos”, declarou.
O presidente do Instituto Nandaia e diretor do Grupo Flor Ribeirinha, Avinner Augusto da Silva Albino, lembrou os avanços obtidos ao levar o Siriri e o Cururu para o exterior, conquistando premiações e reconhecimento internacional.
“Tenho muito orgulho de ser ribeirinho e de fazer parte dessa história que representa o melhor da nossa gente. Essa homenagem é digna de todos nós, que mantemos acesa a chama da tradição”, afirmou.
Também participou da cerimônia Diego Henrique da Silva, 1º secretário do Instituto Nandaia e coordenador geral do Grupo Coração Tradição Franciscano, que ressaltou a importância do apoio da Câmara Municipal.
“O trabalho não é fácil, e para isso contamos com parceiros. A vereadora Paula Calil tem sido uma grande incentivadora, permitindo que a dança e o significado do Siriri e do Cururu continuem vivos, motivo de orgulho para todos nós”, disse.
A homenagem contemplou ainda os grupos que integram o Instituto Nandaia, formado por dez coletivos: Flor Ribeirinha, Coração Tradição Franciscana, Flor de Atalaia, Flor Serrana, Voa Tuiuiú, São Gonçalo Beira Rio, Raízes Cuiabanas, Siriri Elétrico, Flor do Campo e Tradição Cuiabana do Coxipó.
Tradição e identidade
O Siriri e o Cururu são danças folclóricas tradicionais de Mato Grosso, com influências indígenas, africanas e europeias. O Siriri, mais alegre e feminino, é acompanhado por músicas animadas e coreografias vibrantes, enquanto o Cururu tem caráter mais religioso e masculino, marcado por versos improvisados.
Essas expressões se fundiram ao longo dos séculos, tornando-se símbolos da cultura cuiabana e pantaneira, reconhecidas nacionalmente por sua riqueza simbólica e por representarem o modo de vida, a fé e a alegria do povo mato-grossense.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Feira da Agricultura Familiar amplia produção e fortalece vendas na Praça Alencastro

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A Feira Gastronômica e da Agricultura Familiar voltou a reunir produtores, comerciantes e consumidores na manhã desta terça-feira (7), na Praça Alencastro, em Cuiabá. Realizada semanalmente às terças-feiras e aos sábados, das 7h às 17h, a iniciativa tem impulsionado a comercialização direta dos agricultores familiares, refletindo no aumento da produção no campo e na redução do desperdício de alimentos.

Segundo o coordenador da feira, Luís Alberto Rodrigues Leite, o crescimento das vendas nas últimas edições tem levado os produtores a ampliar gradativamente a oferta de alimentos, fortalecendo a renda das famílias e garantindo mais segurança para o planejamento da produção.

“O produtor começou produzindo aos poucos até consolidar a comercialização. Hoje já percebemos um aumento da produção no campo para atender à expectativa de vendas da feira. Isso reduz perdas e fortalece a agricultura familiar. Além disso, o artesanato e a gastronomia também vêm apresentando resultados muito positivos”, afirmou.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, ressaltou que a feira fortalece a cadeia produtiva ao aproximar agricultores, empreendedores da gastronomia e consumidores. Segundo ele, o calendário fixo de funcionamento estimula a produção, amplia as oportunidades de comercialização e garante à população acesso regular a alimentos produzidos pela agricultura familiar.

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Entre os produtos mais procurados nesta época do ano estão a mexerica ponkan e o mamão produzido na região do Aguaçu, na Grande Cuiabá. Na edição da semana passada, cerca de 30 caixas de mamão foram comercializadas praticamente por completo. Além das frutas da estação, os consumidores encontram banana, quiabo, jiló, maxixe, mel, temperos, chás, alimentos caseiros e diversos produtos da culinária regional.

A consultora de vendas Selene de Souza Araújo é uma das frequentadoras assíduas da feira. Ela afirma que visita o local todas as terças-feiras e destaca que a escolha vai além da compra de alimentos.

“A qualidade dos produtos, o preço e também a valorização do pequeno produtor são os motivos que me fazem voltar toda semana.”

O engenheiro agrônomo, professor universitário aposentado e ex-secretário de Agricultura da Empaer, Manuel Gonçalves dos Santos, acompanha a evolução das feiras livres em Cuiabá desde a implantação desse modelo de comercialização. Frequentador da feira da Praça Alencastro, ele avalia que a ampliação desses espaços fortaleceu a agricultura familiar e aproximou produtores e consumidores.

Segundo Manuel, no passado era necessário que órgãos públicos oferecessem transporte e apoio logístico para que os agricultores conseguissem comercializar a produção na cidade. Hoje, ele observa que as feiras se expandiram por diferentes regiões, criando novas oportunidades para os produtores e oferecendo alimentos frescos à população.

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A feira também representa uma oportunidade para novos empreendedores. Participando pela primeira vez do evento, Marlene Auxiliadora Brandão levou francisquito cuiabano, rosca caseira, paçoca de pilão, bolos e biscoitos. Ela relata que a receptividade dos consumidores superou as expectativas.

“Melhorou bastante. É a primeira vez que participo e estou gostando muito. Os produtos têm saído rapidamente e isso contribui para aumentar nossa renda. Só tenho a agradecer.”

Outro expositor, João Vicente Rodrigues, comercializa mel, limão, banana, temperos, chás, açafrão, jatobá, banha de porco caipira e produtos naturais. Para ele, a localização da feira no Centro facilita o acesso dos consumidores e amplia as oportunidades de venda.

“A prefeitura tem feito um bom trabalho porque aproxima o produtor do consumidor. Quem já vem trabalhar no Centro consegue comprar aqui mesmo antes de voltar para casa. Isso é bom para quem vende e também para quem compra.”

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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