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Vereador quer homenagear morador com nome de praça no Boa Esperança

Publicado em

07/08/2023
Vereador quer homenagear morador com nome de praça no Boa Esperança
Um projeto de lei proposto pelo vereador Mário Nadaf (PV) buscar denominar como Praça da Paz Antônio Martins Ortega, o espaço público localizado entre as ruas 09, 10, 48 e 49 do bairro Boa Esperança. A medida revoga a lei 4209/2002, que nomeou apenas como Praça da Paz.&nbsp
O vereador justifica que a sugestão do nome surgiu do desejo da comunidade local de preservar memória de um importante morador do bairro, tornando o espaço público mais valorizado.
Nascido em Piquerobi (SP), Antônio Martins Ortega veio para Cuiabá em 1974 para gerenciar a loja de materiais para construção Irmãos Marini, permanecendo nesta empresa por mais de 35 anos.&nbsp Em 1976, ele se mudou para o bairro Boa Esperança, onde em 1985, juntamente com a sua esposa, resolveram fundar um comércio, a famosa “Mercearia Ortega”, que neste ano completou 38 anos.&nbsp
“Seu Ortega e a Dona Luzia, por meio da Mercearia Ortega, fizeram parte da infância e juventude de muitos moradores que nasceram no bairro, sendo ainda bastante conhecidos pelos moradores mais antigos da região. Morou no bairro por 46 anos, sendo que sua esposa ainda reside do mesmo local. Tinha passagem livre e acesso em qualquer lugar, pois sempre teve credibilidade moral para circular em qualquer lugar. Pessoa honesta e trabalhadora sempre conduziu a Mercearia com muito prazer. Devoto de São Benedito sempre prestigiou as festas na igreja do Bairro Boa Esperança”, disse o vereador na justificativa do projeto de lei.&nbsp
Em 2016, Antônio Martins Ortega recebeu o título de Cidadão Mato-grossense na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso.&nbsp Ele faleceu em 13 de dezembro de 2022.
Secom – Câmara Municipal de Cuiabá

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Além da Sala de Aula: Projetos de contraturno transformam a rotina de alunos em Cuiabá

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Projetos desenvolvidos no contraturno escolar estão contribuindo para o desenvolvimento de crianças da rede municipal de Cuiabá, com atividades que estimulam habilidades, aprendizado, convivência e disciplina. Em 2026, 22 unidades educacionais integram o Programa Educação Integral em Tempo Integral, com ações de cultura e arte, teatro, música, capoeira, artes marciais, horta, acompanhamento pedagógico, entre outras, conforme a realidade de cada escola. Em alguns casos, os participantes também inspiram os demais colegas.

Na Emeb Nossa Senhora Aparecida, no bairro Novo Colorado, o Jiu-Jitsu tem feito a diferença na rotina de 52 crianças que participam do projeto.

Segundo o professor de artes marciais Álvaro Marinho, que atua como voluntário no projeto, o Jiu-Jitsu é uma ferramenta que ensina princípios e valores às crianças, ajudando-as a lidar melhor com o dia a dia, com a escola e com a família. “A prática também promove amizade, vínculos e maior capacidade de expressão, especialmente entre crianças que antes tinham dificuldade de se comunicar. A transformação vai acontecendo e tem despertado o interesse de novos alunos”, relatou.

Para a diretora Maristela Ribeiro Neto Conde, o mais importante é que o projeto ocupa o tempo das crianças, tirando-as da rua e oferecendo um espaço de acolhimento. “Elas aprendem sobre luta, valores e princípios que, muitas vezes, não têm em casa. As aulas de Jiu-Jitsu e Artes contribuem para o desenvolvimento da criatividade, da amizade, do relacionamento e do comportamento. Muitas delas têm dificuldades de convivência e até de aprendizagem, como não saber ler ou escrever. Com a participação no projeto, elas começam a desenvolver essas habilidades e também melhoram nos estudos. Para participar das atividades, é necessário ser um bom aluno em sala de aula, o que também incentiva o compromisso com a escola”, explicou a diretora.

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Miguel Henrique Fantin, de 11 anos, tem uma história no Jiu-Jitsu que inspira os colegas da equipe. “O projeto é uma oportunidade de aprender a fazer escolhas melhores, manter-se longe de situações negativas e desenvolver valores como disciplina, respeito, responsabilidade e colaboração. Eu melhorei muito na minha forma de agir e de me relacionar com as pessoas. Era bagunceiro, hoje me considero mais colaborativo e responsável e levo esses ensinamentos, aprendidos com o professor, para casa”, contou.

Ele já disputou vários campeonatos e lembra dos desafios e das emoções, entre eles o nervosismo e a forte pressão no peito antes das competições. Mesmo assim, conseguiu superar os desafios e alcançar bons resultados, percebendo que todo o esforço havia valido a pena. Já conquistou o 3º lugar em campeonato brasileiro, o 2º lugar no Estadual, o Cinturão do Sul-Americano, entre outros.

“Ao receber a medalha, foi uma grande emoção porque relembrei de tudo o que passei e aprendi. Mas trouxe alegria e orgulho também para minha família e me fez acreditar que posso desenvolver novas habilidades e ir mais longe no nosso esporte”, relatou.

Ester Valentina de França Conceição, de 10 anos, disse que o projeto a ajudou a desenvolver valores como respeito, organização, convivência e solidariedade.

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“Aprendi a respeitar mais as outras pessoas e consegui aplicar esse aprendizado no dia a dia, inclusive na organização da minha rotina. Também contribuiu para que eu crescesse no aprendizado e na dedicação e me fez enxergar que é possível alcançar novos níveis de desenvolvimento e ajudar outras pessoas.”

O Programa de Educação Integral em Tempo Integral é do Governo Federal. O município de Cuiabá aderiu em 2023 e renovou a adesão em 2025 e em 2026.

Artes

Na Emeb Nossa Senhora Aparecida, as 52 crianças também se revezam para participar das aulas de Artes. Enquanto uma está no Jiu-Jitsu, outra participa da atividade artística e vice-versa.

Segundo a professora de Artes e monitora Samara Balduíno, as atividades envolvem mais do que apenas pintar, pois trabalham técnicas, observação e expressão individual. Na ocasião, alguns dos alunos aprendiam a representar uma maçã utilizando luz, sombra e silhueta, enquanto outra aluna desenvolvia pinturas inspiradas nas obras de Romero Britto. Após concluir as propostas, alguns alunos fazem desenhos livres.

“Cada criança desenvolve seu próprio estilo e técnica, mesmo trabalhando a partir de uma mesma proposta. Essa diversidade é justamente uma das características mais interessantes e bonitas do trabalho, pois permite observar como cada aluno interpreta e realiza o desenho de maneira diferente”, avaliou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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