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“Prejuízo pode ultrapassar R$ 1 bilhão”, alerta Dilemário Alencar sobre contrato do estacionamento rotativo em plenário

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Gabriel Franco – Assessoria do vereador Dilemário Alencar
O vereador Dilemário Alencar (União Brasil) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Cuiabá, nesta quinta-feira (3), para fazer duras críticas ao contrato de concessão firmado entre a antiga gestão municipal, liderada pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro, e a empresa CS Mobi, responsável pelo estacionamento rotativo da capital. Segundo o parlamentar, o acordo pode gerar um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos e se assemelha ao caso do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), considerado um dos maiores escândalos financeiros da história de Mato Grosso.
“Esse contrato pode ser comparado ao VLT, pois prevê correções que elevam o valor original de R$ 650 milhões para mais de R$ 1 bilhão ao longo dos 30 anos de concessão. É um absurdo que precisa ser investigado”, afirmou o vereador.
O contrato, assinado em dezembro de 2022, autoriza a empresa CS Mobi a gerenciar até 4 mil vagas de estacionamento em vias públicas de Cuiabá, construir o novo Mercado Municipal Miguel Sutil e executar obras de revitalização na região central da cidade. Para isso, além de cobrar pelo uso das vagas, a empresa ainda recebe repasses mensais da Prefeitura.
“O mais grave é que a concessionária, mesmo sendo privada, cobra da população para usar as vagas e ainda recebe repasses da Prefeitura. No quinto ano, esse aporte mensal chegará a R$ 1,9 milhão. Isso torna o contrato extremamente vantajoso para a empresa e altamente lesivo aos cofres públicos”, denunciou Dilemário.
O parlamentar também criticou a falta de transparência do ex-prefeito Emanuel Pinheiro na condução do processo. “Esse contrato foi feito sem dar publicidade à imprensa, aos vereadores ou à população. Só soubemos dos detalhes quando o atual prefeito, Abílio Brunini, assumiu e revelou o conteúdo do contrato”, ressaltou.
Relator da CPI do Estacionamento Rotativo, Dilemário Alencar convocou o ex-prefeito Emanuel Pinheiro para prestar esclarecimentos. O depoimento está marcado para o dia 7 de julho, às 14h, no plenário da Câmara Municipal.
“O povo de Cuiabá precisa saber quem se beneficiou desse contrato. Não podemos aceitar mais um caso de prejuízo bilionário como foi o do VLT”, concluiu o vereador.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeitura de Cuiabá garante RGA e injeta R$ 88 milhões na valorização dos servidores

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A Prefeitura de Cuiabá publica nesta quarta-feira (20) o reajuste geral anual (RGA) dos servidores municipais, com impacto financeiro estimado em R$ 88 milhões na folha de pagamento. O percentual será de 4,11% para os servidores em geral e de 3,51% para os profissionais da educação, diferença explicada pela unificação da data-base dos servidores para o mês de maio.

Segundo o prefeito municipal, Abilio Brunini, cerca de R$ 69,9 milhões do impacto total correspondem aos servidores ativos, enquanto R$ 21,9 milhões são destinados aos inativos e aposentados previdenciários.

O prefeito destacou que o decreto do RGA será publicado ainda nesta quarta-feira e explicou que a diferença entre os índices não representa perda salarial para os profissionais da educação, mas sim uma adequação ao período considerado no cálculo inflacionário.

“Os demais servidores recebem 4,11% porque esse percentual contabiliza 12 meses de inflação. Já a educação terá 3,51% porque houve a unificação da data-base para maio e, nesse caso, o cálculo considera apenas 10 meses desde o último reajuste”, afirmou o prefeito.

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Abilio ressaltou ainda que, a partir do próximo ano, a tendência é de equalização dos percentuais entre todas as categorias. “Daqui para frente, a diferença do RGA vai ser igual para todos os servidores. O que muda agora é apenas o período utilizado no cálculo”, acrescentou.

O secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, explicou que o RGA é calculado automaticamente com base nos índices oficiais de inflação acumulados no período de referência.

“O reajuste geral anual segue a variação inflacionária dos últimos 12 meses. Como a educação tinha uma data-base diferente, ainda não completou esse período desde o último reajuste. Por isso, o índice aplicado neste momento é proporcional a 10 meses”, explicou Bussiki.

O secretário também afirmou que a equiparação imediata do percentual da educação aos 4,11% representaria ganho real acima da inflação, o que exigiria autorização legislativa.

“Se o município decidir aplicar 4,11% também para a educação neste momento, isso deixa de ser apenas recomposição inflacionária e passa a configurar ganho real referente aos dois meses não contabilizados anteriormente. Nesse caso, seria necessária a aprovação de um projeto de lei pela Câmara Municipal”, completou.

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Os aposentados com direito à paridade receberão os mesmos percentuais aplicados aos servidores da ativa, conforme a categoria correspondente.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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