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Lei Maria da Penha Vai às Escolas: audiência em Cuiabá reforça urgência diante de números alarmantes

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Débora Inácio – assessoria Vereadora Michelly Alencar&nbsp

A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) reafirmou seu compromisso no combate à violência contra a mulher e na proteção da infância durante a Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Cuiabá, nesta segunda-feira (18), que debateu a implementação da Lei nº 7.143/2023 – Maria da Penha Vai às Escolas, de sua autoria. O encontro reuniu autoridades e representantes de diferentes órgãos para definir encaminhamentos que garantam a efetivação da educação preventiva contra a violência de gênero nas escolas municipais.

A legislação assegura que os estudantes da rede municipal tenham acesso a informações sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher e mecanismos de prevenção, abordando temas sensíveis como violência doméstica, abuso sexual, pedofilia e exploração sexual. A proposta busca fortalecer a cultura de respeito e equidade desde os primeiros anos escolares.

“Percorri as escolas no braço, levando informação e conscientização quando ainda não havia apoio para executar a lei. Hoje, com portas abertas no município e novos parceiros, vamos garantir que essa lei seja aplicada de forma efetiva, beneficiando a população”, destacou a vereadora Michelly.

O evento contou com a participação da Rede Cidadã, Procuradoria-Geral do Município, Polícia Civil, Ministério Público, Secretaria Municipal de Educação, entre outros órgãos da rede de proteção. Durante a audiência, o secretário municipal de Educação, Amauri, declarou apoio total à iniciativa.

“Queremos fazer parte desse projeto da melhor maneira possível. O prefeito Abilio já orientou a abrir as portas das escolas para essa discussão. Nosso compromisso é com uma educação humanista que promova a equidade e o respeito entre os gêneros.”

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A procuradora-geral de Defesa dos Vulneráveis, Gileade Maia, ressaltou a importância de difundir o conteúdo da Lei Maria da Penha entre crianças e adolescentes.

“Conhecer o conteúdo da lei é essencial. A violência doméstica é a maior chaga do nosso país. Ela alimenta outras formas de violência e precisa ser enfrentada com união de forças.

Na mesma linha, a defensora pública Zanah Carrijo, do Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública de Cuiabá, reforçou que a educação é o principal meio para transformar realidades.

“A escola é o espaço para ensinar as crianças a pedir ajuda, a ter voz e coragem contra a violência. É ali que se formam cidadãos conscientes, com autoestima, empatia e valores morais sólidos.”

A delegada titular da Delegacia Especializada do Adolescente, Jorzilete Crivelatto, alertou para casos de violência vivenciados por menores.

“Temos visto meninas sofrendo violência sexual nas escolas, por parte de colegas que muitas vezes desconhecem a lei. Precisamos iniciar esse trabalho ainda mais cedo, com crianças de 9 a 10 anos, prevenindo também a gravidez precoce.”

Michelly Alencar reforçou essa preocupação, destacando a necessidade de ampliar o debate sobre a gravidez na adolescência.

“Essa conscientização nos levou a propor também uma política municipal de prevenção à gravidez na adolescência. São temas que precisam ser tratados com responsabilidade, e estamos construindo projetos nesse sentido.”

Entre os encaminhamentos debatidos durante a audiência, foi defendido o fortalecimento da rede de proteção às crianças e aos profissionais da educação, que muitas vezes são os primeiros a receber denúncias de abuso.

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Também houve consenso quanto à reapresentação do projeto de atendimento psicossocial nas escolas, com psicólogos e assistentes sociais para acolher vítimas de violência, bullying, abuso sexual e transtornos emocionais. A criação de um fluxo de atendimento claro e eficaz para casos de violência contra a mulher e a retomada do programa Guardião Escolar, com rondas ostensivas para proteger alunos e profissionais, também foram considerados pontos fundamentais.

Os dados apresentados durante a audiência reforçaram a urgência do tema. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, o maior número desde que o crime foi tipificado em 2015. Mato Grosso aparece com a maior taxa proporcional do país: foram 47 casos no ano passado, o que representa 2,5 casos por 100 mil habitantes. Em 2025, até julho, o estado já contabiliza 32 feminicídios, e, apenas em 2024, 49 crianças e adolescentes ficaram órfãos em decorrência desses crimes. A maioria dos casos ocorreu dentro das residências das vítimas, com maior incidência entre mulheres de 18 a 24 anos e de 35 a 39 anos.

A vereadora Michelly Alencar encerrou a audiência reafirmando sua determinação.

&nbsp“Estamos tratando não só da violência contra a mulher, mas da formação de uma nova geração que respeite que dialogue e que saiba onde buscar ajuda. Nosso compromisso é com a transformação social por meio da educação”, finalizou.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá registra queda de 88,39% nos casos de Covid-19, enquanto influenza segue em alta

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), publicou o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, com dados das semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2026, período de 4 de janeiro a 25 de julho. O levantamento mostra expressiva redução nos casos de Covid-19 em comparação com o mesmo período do ano passado, ao mesmo tempo em que registra aumento das notificações de influenza A e B, comportamento esperado para esta época do ano. O boletim foi divulgado na sexta-feira (31).

De acordo com o boletim, foram registrados 121 casos de Covid-19 em Cuiabá, sendo 96 em moradores da capital e 25 em pessoas de outros municípios. No período, foram confirmados cinco óbitos pela doença, dos quais dois eram residentes de Cuiabá e três de outras cidades. A taxa de mortalidade entre moradores da capital permaneceu classificada como muito baixa, com 0,29 óbito por 100 mil habitantes.

Na comparação com as semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2025, quando foram notificadas 1.043 ocorrências da doença, Cuiabá apresentou redução de 88,39% nos casos de Covid-19.

Em contrapartida, o boletim aponta crescimento das notificações de influenza A e B. Foram contabilizados 2.386 casos no período, sendo 1.858 entre residentes de Cuiabá e 528 em pacientes de outros municípios. Também foram confirmados 21 óbitos relacionados à influenza, dos quais 16 ocorreram entre moradores da capital.

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O aumento representa crescimento de 74,95% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 1.062 casos entre residentes. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o cenário pode ser explicado pela maior circulação dos vírus respiratórios, pela baixa cobertura vacinal e pela ampliação da oferta de exames em 2026. O boletim ressalta ainda que boa parte das notificações é proveniente da rede privada de saúde.

Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina contra a influenza está disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. A imunização é destinada aos grupos prioritários, que incluem idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores. A vacinação é a principal forma de prevenção contra as complicações provocadas pelo vírus e contribui para reduzir internações e óbitos.

As crianças de até 6 anos continuam sendo o grupo mais afetado pela influenza, com 966 casos registrados. Em seguida aparecem pessoas de 15 a 59 anos, com 673 casos, e crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 572 notificações. Entre idosos com 60 anos ou mais, foram registrados 175 casos.

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O levantamento também traz informações sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre as semanas epidemiológicas 1 e 29, foram registrados 1.463 casos hospitalizados, dos quais 1.043 eram residentes de Cuiabá. Desse total, 970 pacientes receberam alta hospitalar, 373 permaneciam em investigação e foram contabilizados 120 óbitos.

Em relação às internações por Covid-19, foram registrados 27 casos de SRAG, com cinco óbitos. Já a influenza foi responsável por 332 internações por SRAG, resultando em 21 mortes, sendo 16 entre moradores de Cuiabá. A maioria dos óbitos ocorreu entre idosos com mais de 60 anos.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com sintomas gripais mantenham os cuidados para evitar a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente e dificuldade para respirar. A população pertencente aos grupos prioritários também deve aproveitar a disponibilidade da vacina nas USFs para garantir proteção contra a influenza.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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