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Caminhada contra o feminicídio gerou comoção e propõe a reflexão sobre o combate à misoginia e à violência de gênero

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Domingas, Josiane, Fernanda, Maria Ivanilda, Ana Paula, Emilly, Maria, Silvana, Inês, Joyce, Aline se fizeram presentes durante a Caminhada ‘Cuiabá contra o Feminicídio’ realizada na tarde desta sexta-feira (1), na Praça Alencastro, região central da capital. Balões com o nome de vítimas de femicídios foram usados como uma homenagem a elas e gerou muita comoção durante a iniciativa realizada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio do Núcleo à primeira-dama Marcia Pinheiro e Secretaria da Mulher, que reuniu cerca de 700 pessoas.

A chamada nominal foi uma forma de chamar a atenção de que as notícias são reais e a mudança é urgente.

Luani Eduarda sabe bem o que é sentir a dor de ter alguém que amava ser arrancado de sua vida. Há pouco mais de um ano, sua tia, a quem considerava como mãe, Aline, foi assassinada.

“Ainda não consigo falar sobre isso. Quando fecho os olhos e lembro da minha tia, ainda dói. Dói em saber que ele está livre e minha tia não se faz mais presente”, disse a jovem emocionada e revoltada.

Ela aproveitou o ato público e reforçou o chamado à população. “Você que tem um parceiro tóxico, que tira a sua liberdade e vontade de qualquer coisa: denuncie, peça ajuda. Já vi, muitas mulheres morrendo. É algo que comove o meu coração, saber que muitas não conseguem falar. Vivem aprisionadas”, acrescentou.

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Ao ver a movimentação na Praça Alencastro, Talita Carla da Silva Mastelari, 32 anos, se comoveu. Ela conta que se divorciou em janeiro desse ano e disse estar liberta de um marido narcisista. Ela conta que, foram dois anos de intensos dias de pesadelo. “As agressões físicas não foram tantas. O abuso psicológico é horrível. Tive que parar de trabalhar, ele não me deixava sair de casa. Não podia usar as roupas que eu queria. Quando a gente namorava, ele era um príncipe. Era o melhor homem que podia existir. Mas o narcisista é isso. Só quem passou por isso entende a importância desse ato. A Prefeitura de Cuiabá está de parabéns. Isso é de extrema importância. Essa bandeira branca é sinônimo da minha liberdade”, contou emocionada.

Só no primeiro semestre de 2023, foram dezoito mulheres assassinadas. Dessas, quatro eram de Cuiabá. “O crime de feminicídio não mata só a vítima, mas uma família inteira, e toda sociedade fica perplexa com tamanha crueldade. Batalhar com políticas públicas ao combate da violência deve ser uma luta de todos, para que de fato elas sejam eficazes. O poder público e a sociedade precisam se conscientizar de que precisamos nos manter vigilantes e combatentes. O Município, na gestão do nosso prefeito Emanuel Pinheiro, tem trabalhado incansavelmente na adoção de medidas de acolhimento e cuidados com essas mulheres e famílias atingidas. Precisamos mostrar que nós mulheres, não estamos sozinhas. Podemos e devemos pedir socorro”, declarou a primeira-dama, Márcia Pinheiro.

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Para Rosana Leite Antunes de Barros, defensora pública e coordenadora do Núcleo de Defesa das Mulheres da Defensoria Pública, “a violência contra as mulheres não se limita ao âmbito doméstico, ela tem um impacto que se estende a todos os setores da sociedade. Infelizmente, o feminicídio é um crime que pode ser evitado, mas, lamentavelmente, não tem sido devidamente prevenido. Portanto, é crucial que tomemos medidas significativas para impedir que as mulheres se tornem vítimas fáceis dessas situações. Isso envolve a implementação de ações eficazes e políticas públicas afirmativas. Dessa forma, podemos oferecer às mulheres uma chance maior de liberdade e vida”.

No total, o percurso da caminhada foi de aproximadamente 1,3 quilômetro, com início na Praça Alencastro, seguindo pela rua Treze de Junho – Praça Ipiranga – Praça Bispo- Getúlio Vargas e retornando para o ponto de partida, a Praça Alencastro.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Consultório na Rua ultrapassa 4,7 mil atendimentos a pessoas em situação de rua em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Secretaria Adjunta de Atenção Primária, mantém o Consultório na Rua, serviço voltado ao atendimento da população em situação de rua. As equipes já realizaram 4.714 atendimentos de janeiro até 23 de setembro de 2026. Os dados estão inseridos e documentados no e-SUS PEC.

Atualmente, 1.907 pessoas em situação de rua estão cadastradas no serviço. Do total de atendimentos realizados neste ano, 3.665 foram destinados a homens e 1.049 a mulheres. Embora o atendimento contemple todas as faixas etárias, a maior concentração está entre pessoas de 40 a 64 anos.

O Consultório na Rua é uma estratégia da Atenção Primária à Saúde que leva o atendimento diretamente aos territórios onde estão as pessoas em situação de rua. A proposta é facilitar o acesso ao SUS e garantir acompanhamento para uma população que, muitas vezes, enfrenta dificuldades para chegar aos serviços convencionais de saúde.

As duas equipes atuam de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e contam com enfermeiros, médicos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, psicólogos e profissionais de saúde bucal.

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Entre os serviços ofertados estão consultas, curativos, testagens rápidas, coleta de exames para investigação de tuberculose, acompanhamento de tratamentos, distribuição de insumos de prevenção e encaminhamentos para outros serviços da rede de saúde e da assistência social.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a atuação no território permite aproximar os serviços públicos de saúde da população em situação de rua.

“O Consultório na Rua é uma estratégia importante para garantir que o atendimento chegue até as pessoas que mais precisam. A equipe vai até onde essa população está, identifica as necessidades e oferece o cuidado necessário, além de fazer os encaminhamentos para os demais serviços da rede. É uma forma de ampliar o acesso à saúde e fortalecer o atendimento do SUS”, afirmou Deisi Bocalon.

Segundo a secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Brito, o trabalho das equipes não se limita ao atendimento realizado no momento da abordagem, mas envolve também o acompanhamento e a articulação com outros serviços.

“A equipe consegue acompanhar o usuário no próprio território, identificar as demandas e construir os encaminhamentos necessários. O atendimento começa na rua, mas o cuidado pode continuar em outros pontos da rede, de acordo com a necessidade de cada pessoa”, explicou Cinara Brito.

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Além das consultas e procedimentos, os profissionais também realizam ações de prevenção, acompanhamento de doenças e orientação em saúde. Quando necessário, os usuários são encaminhados para unidades básicas, serviços especializados e demais equipamentos da rede municipal.

O trabalho também envolve articulação com a assistência social, permitindo que as equipes atuem de forma integrada diante das diferentes necessidades apresentadas pela população atendida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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