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Abrigo Amigo: Projeto inovador de tecnologia garante segurança de mulheres sozinhas em ponto de ônibus

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na última sexta-feira (27), o lançamento do projeto Abrigo Amigo, uma iniciativa inovadora que integra o compromisso da gestão Emanuel Pinheiro em fortalecer a rede de proteção às mulheres e promover o protagonismo feminino.

Executado em parceria entre a Secretaria Municipal da Mulher, a Secretaria de Mobilidade Urbana e o Consórcio CS Mobi, o projeto reflete o compromisso da administração em deixar um legado de ações que combatam a misoginia e fomentem o empreendedorismo feminino. O lançamento da iniciativa foi conduzido pela primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro.

Com tecnologia de ponta, o Abrigo Amigo, projetado pela empresa Eletromídia, traz segurança e conforto aos pontos de ônibus da capital. O primeiro abrigo, instalado na Avenida Getúlio Vargas, próximo à Praça Santos Dumont, conta com totens de atendimento remoto que funcionam das 20h às 5h.

O dispositivo permite que mulheres em situação de vulnerabilidade acionem apoio imediato, com conexão a uma central operada por profissionais especializados em São Paulo.

“O Abrigo Amigo é mais uma demonstração de que Cuiabá avança para ser uma cidade mais segura e acolhedora para as mulheres. Cada ação realizada pela gestão Emanuel Pinheiro reforça nosso compromisso com a desconstrução da misoginia e o fortalecimento do empreendedorismo feminino. Este legado será lembrado como um marco na defesa de direitos e na construção de uma sociedade mais igualitária”, afirmou a primeira-dama Márcia Pinheiro, grande articuladora da iniciativa.

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A inovação, que inclui a exibição de campanhas educativas criadas pela Secretaria da Mulher, integra o programa de Parceria Público-Privada (PPP) com o Consórcio CS Mobi, responsável pela modernização do mobiliário urbano de Cuiabá. Ao todo, estão previstos 20 abrigos deste modelo em pontos estratégicos da cidade, ampliando o alcance da rede de proteção às mulheres e contribuindo para a redução de casos de importunação sexual no transporte público.

O prefeito Emanuel Pinheiro destacou o impacto do projeto no fortalecimento da cidadania: “O Abrigo Amigo é um exemplo do que buscamos com nossa gestão: criar ferramentas que protejam e empoderem a população, especialmente as mulheres, e deixem um legado de transformação. Cuiabá está avançando com respeito, inovação e inclusão.”

A iniciativa, que também conta com o suporte do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) por meio de câmeras de videomonitoramento, inclui reconhecimento facial e compartilhamento de imagens em tempo real.

O reconhecimento facial é uma tecnologia que identifica rostos humanos em imagens ou vídeos. A polícia utiliza esse recurso para comparar fotos de pessoas com mandados em aberto com imagens de bancos de dados.

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“Com o pioneirismo do projeto Abrigo Amigo, Cuiabá reafirma seu compromisso com a segurança e o acolhimento das mulheres que dependem do transporte público diariamente”, declarou Luciana Zamproni.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Boletim aponta que motociclistas representam 69% das mortes no trânsito em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o Boletim Epidemiológico 2024 do Programa Vida no Trânsito (PVT), elaborado pela Coordenadoria Técnica de Vigilância Epidemiológica e pela Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (VDANT). O documento traça o perfil dos acidentes fatais registrados no município e reúne informações que irão subsidiar políticas públicas e estratégias de prevenção.

O levantamento mostra que, em 2024, Cuiabá registrou 104 mortes em decorrência de acidentes de trânsito. Entre as vítimas, 85% eram homens e 69% eram motociclistas, grupo que permanece como o mais vulnerável nas vias da capital. Os pedestres representaram 15% das mortes, enquanto os ocupantes de automóveis corresponderam a 9% dos óbitos.

A pesquisa também identificou que 83% das vítimas tinham entre 20 e 59 anos, faixa etária considerada economicamente ativa, o que amplia os impactos sociais e econômicos causados pelos acidentes.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que os dados reforçam a importância do planejamento de ações integradas para reduzir os acidentes e salvar vidas.

“Cada vida perdida no trânsito representa uma dor para as famílias e um alerta para toda a sociedade. O boletim nos permite compreender onde estão os principais fatores de risco e direcionar ações mais eficazes de prevenção. Nosso compromisso é fortalecer o trabalho integrado entre saúde, mobilidade, segurança pública e educação para reduzir esses números e preservar vidas”, afirma.

Outro dado preocupante apontado pelo boletim é que aproximadamente 30% dos condutores envolvidos nos acidentes fatais não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH), reforçando a necessidade de ampliar as ações de fiscalização e conscientização.

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O Programa Vida no Trânsito é desenvolvido de forma integrada entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPTran), Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Vigilância Epidemiológica.

A análise dos acidentes apontou o excesso de velocidade como o principal fator associado às mortes, presente em 30,8% dos casos e identificado como a causa principal em 12,5% das ocorrências investigadas.

Também foram identificados outros fatores relevantes, como consumo de álcool, problemas relacionados à infraestrutura viária, avanço do sinal vermelho e condições inadequadas de visibilidade.

Entre as condutas de risco mais frequentes estão dirigir sem habilitação, circular em locais proibidos, desrespeitar a sinalização e realizar mudanças de faixa sem a devida indicação.

Os dados revelam que 61,5% dos acidentes fatais ocorreram durante o período noturno e na madrugada. Os finais de semana também concentraram grande parte das ocorrências, especialmente aos sábados e domingos, quando há maior circulação de pessoas e aumento da combinação entre consumo de álcool e excesso de velocidade.

As vias com maior número de acidentes fatais em 2024 foram as avenidas Fernando Corrêa, Historiador Rubens de Mendonça (CPA), Miguel Sutil e Helder Cândia, além da BR-364 no perímetro urbano de Cuiabá.

Outro indicador que chama a atenção é que cerca de dois terços das vítimas morreram ainda no local do acidente, demonstrando a gravidade dos sinistros registrados.

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O coordenador técnico de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Bruno da Silva Santos, destaca que o boletim vai além da divulgação de estatísticas e se consolida como uma ferramenta para orientar decisões e fortalecer ações de prevenção.

“Mais do que apresentar números, o boletim permite compreender o perfil dos acidentes fatais e identificar os principais fatores de risco. Essas informações subsidiam o planejamento de ações integradas entre saúde, mobilidade urbana, segurança pública e demais instituições parceiras, contribuindo para intervenções mais efetivas e para a preservação de vidas”, afirma.

Como principal referência em atendimento de urgência e trauma na capital, o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) acompanha diariamente as consequências dos acidentes de trânsito. A diretora-geral da unidade, Kelluby de Oliveira, ressalta que a prevenção é a forma mais eficaz de preservar vidas e evitar a sobrecarga da rede hospitalar.

“O Hospital Municipal de Cuiabá é referência no atendimento aos traumas e recebe diariamente vítimas de acidentes de trânsito, muitas delas em estado grave. Cada ocorrência mobiliza equipes multiprofissionais, leitos, centro cirúrgico e toda uma estrutura de alta complexidade. Quando um acidente é evitado, preservamos vidas e também fortalecemos a capacidade da rede pública de atender outras demandas. A conscientização e o respeito às leis de trânsito continuam sendo as principais ferramentas para mudar essa realidade”, destaca.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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