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Volkswagen Bora, o carro usado que você paga pouco e se diverte muito

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O Bora anda esquecido no mercado de usados, mas é uma ótima opção de usados por ser barato e robusto
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O Bora anda esquecido no mercado de usados, mas é uma ótima opção de usados por ser barato e robusto

O Volkswagen Bora é um daqueles carros meio esquecidos no mercado, mas que tem lá seus predicados, e, convenhamos, não são poucos. Ele compartilha toda a esportividade do seu irmão Golf e com a vantagem do porta-malas 38% maior.

Ele surgiu na Europa em 1980 com o nome de Jetta e, no Brasil, foi importado em dezembro de 2000 como modelo 2001 através do acordo provisório entre o Brasil e México (com alíquota de importação de 8%). O sedã era produzido na fábrica mexicana de Puebla, e oferecido em duas versões, a Básica e Comfortline que adicionava ar-condicionado, air bag, freios ABS com distribuidor eletrônico de frenagem EBD, rodas de liga-leve, além de interior mais caprichado. As duas opções contavam com o mesmo motor do Golf intermediário, de 2,0 litros de 116 cv e torque de 17,3 a 2.400 rpm . Opcionalmente o câmbio automático de quatro marchas com gerenciamento eletrônico era disponibilizado nas duas versões.

Em 2001, o Bora ganhou em sua lista de opcionais a oferta de novas rodas de alumínio, ar-condicionado digital Climatronic e computador de bordo, além de oferecer rádio com CD-player de série.

A linha 2005 passava a vir com ar-condicionado Climatronic de série para todas as versões. Além deste item, havia computador de bordo, piloto automático, faróis de neblina, rodas de liga leve , duplo airbag e freios ABS . Por fora, cromados nos para-choques, frisos e grade do radiador, além da luz de seta na cor branca nas lanternas traseiras que dava um ar mais esportivo ao modelo.

No final de 2007 o modelo recebeu a sua primeira reestilização com nova frente e traseira, além de contar com câmbio Tiptronic de seis marchas . Até o fim deste ano a marca contabilizava 13.306 unidades vendidas.

No ano de 2009, o sedã ganha motor flex, o mesmo dos hatchbacks Golf GT e Polo GT. Esta unidade rende 120 cv no etanol e 116 cv com gasolina. O torque é de 17,3 kgfm, independentemente da opção do combustível. No final de 2010, o Bora deixou de ser importado do México.

Espaço interno, desempenho e consumo

Bora e Golf são idênticos quanto à esportividade do motor 2.0 e câmbio manual de cinco marchas de engates curtos, mas enquanto o primeiro leva vantagem no volume do porta-malas (455 litros ante os 330 litros), o segundo compensa pelo melhor aproveitamento de espaço interno. No caso do Bora, o teto a partir da coluna C tem um leve caimento, o que acaba prejudicando os passageiros mais altos que raspam a cabeça no teto. Os joelhos dos passageiros também costumam “brigar” com a parte traseira dos assentos dianteiros, já que não tem um nicho para “encaixe” das pernas.

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Porém na parte da frente o motorista não tem do que reclamar. Além de oferecer banco com regulagem (manual, por alavanca) de altura, todos os comandos estão levemente inclinados para ele, o que favorece e muito na ergonomia. Fora isso, conta com porta-objetos e até porta-copos durante uma parada para um lanche rápido.

No desempenho, qualquer que seja a versão escolhida, você estará muito bem servido. Só para se ter uma noção, o 2 .0 8v com câmbio mecânico de cinco velocidades rende 116 cv a 5.200 rpm e torque de 17,3 kgfm despertado nas 2.200 rpm. Isso se traduz em uma aceleração de zero a 100 km/h em 10,5 segundos e velocidade final de 195 km/h. Já o consumo é de 9,6 km/l na cidade e 12,6 km/l na estrada. Outro exemplo é a versão flexível 2.0 8v , mas com câmbio automático de seis marchas (Tiptronic) que tem números muito próximos. São 120/116 cv de potência a 5.250 rpm e torque de 18,3/17,7 kgfm disponíveis a 2.250 rpm. Com essa unidade, faz de zero a 100 km/h em 10,5 segundos e velocidade máxima de 196 km/h. O consumo é de 6,9 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada com etanol. Com gasolina, o consumo melhora para 9 km/l no ciclo urbano e 13 km/l no ciclo rodoviário, segundo dados técnicos retirados no site Carros na Web.

Pontos que merecem a atenção

Um problema comum reportado pelos donos do Bora é quanto ao acabamento dos forros de porta e painel feitos de borracha que costumam descascar por conta da ação do tempo, mesmo quando o modelo era mais novo. Essa deficiência ficou presente também em outros carros da marca como Polo e Golf, além da Audi com o seu sofisticado A3. Ainda na parte de acabamento, verifique cuidadosamente se a tampa do porta-luvas está abrindo e fechando normalmente, pois a fechadura é sensível e pode quebrar com facilidade. Não deixe de ver se os tecidos que revestem o teto e portas estão se descolando, outro ponto crítico que deixa muitos donos chateados.

Ainda na parte interna, os ruídos internos são alvo constante de reclamações. Por isso, ao ver o modelo, dirija o modelo por ruas mais esburacadas para avaliar as possíveis origens do problema. Em comum, elas estão no painel ou forros de portas. Às vezes, uma simples aplicação de feltro adesivo, vendido em casas especializadas e papelarias pode resolver a acabar com os indesejáveis barulhos.

Avalie bem a parte do motor, câmbio e assoalho. Por ser um modelo mais esportivo, muitos deles podem estar com o motor cansado, o câmbio patinando e transmissão com folga no escalonamento de marchas. Quanto ao assoalho, peça ao vendedor deixar levar até um posto de combustível, para verificar possíveis arranhões embaixo ou mesmo trincas.

As primeiras unidades do sedã da VW (fabricado entre março e setembro de 2001) passaram por uma verificação do componente da unidade de controle do sistema ABS. Alguns modelos tiveram que substituir o chip que futuramente poderiam apresentar superaquecimento e eventualmente pegar fogo, incendiando componentes próximos no compartimento do motor. Na dúvida, com o número do chassi em mãos, confirme se já foi feito o recall através da Central de Relacionamentos com Clientes da VW, o 0800 019 5775 ou pelo site www.vw.com.br .

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Melhores e piores versões para comprar

A primeira regra é não comprar a versão 2.0 básica sem o ar-condicionado , fabricada entre o final de 2000 até agosto de 2002. São bem raras no mercado, mas se você estiver de olho em uma delas, mesmo que esteja em ótimas condições, saiba que são mais complicadas de revender. O mesmo vale para as unidades que foram instaladas o kit de Gás Natural Veicular (GNV) , uma prática para conter o alto consumo do sedã. São mais difíceis de revender, principalmente se não estiver em dia com a manutenção. Portanto, evite!

Se você faz questão de uma pitada de esportividade, sem dúvida os modelos equipados com a transmissão manual de cinco marchas são as melhores pedidas. Agora se a preferência é para o conforto, o modelo com câmbio Tiptronic de seis marchas, introduzido no mercado a partir de 2007 é a melhor opção. Nele, além de poder optar por trocas automáticas, há a seleção para o modo manual.

Mas lembre-se que a partir desse ano que o sedã – reestilizado na parte dianteira e traseira – passou a contar com acabamento mais simplificado e que há mais reclamações quanto à qualidade e ruídos.

A dica é optar pelas versões flexíveis, oferecidas a partir do ano de 2009, pois elas conseguem reunir esportividade, conforto e menor consumo de combustível num só pacote e ainda leva a vantagem por ter revenda mais fácil.


Dirigibilidade e preços

O Bora é um daqueles carros que arranca sorrisos fáceis para quem ama um esportivo, mas com a discrição de um sedã. Ele é gostoso de dirigir, o motor é esperto, e o câmbio é delicioso, de engates rápidos e precisos. Os bancos não são tão macios quanto aos de um Toyota Corolla, mas trazem firmeza e moldam bem as costas do motorista, sobretudo os que possuem os ombros mais largos, algo que o VW Polo 2002 deixa a desejar.

O porta-malas de 455 litros é algo de dar inveja em se tratando de um sedã médio de 4,37 metros de comprimento. Só para se ter uma ideia, um Honda Civic equivalente ao mesmo ano do Bora – – com 4,43 m de comprimento — tem 402 litros.

O modelo anda meio esquecido no mercado de usados, mas que pode ganhar valorização. Hoje em dia, a partir das primeiras unidades de 2001, pode-se encontrar por R$ 23 mil a R$ 30 mil dependendo da versão (Básica ou Comfortline). Com R$ 40 mil, as opções recaem sobre as últimas unidades importadas, vendidas com o câmbio Tiptronic. Pesquise bastante e boa escolha no seu novo carro!

Fonte: Carros

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

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Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

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2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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