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Vale a pena apostar em veículos seminovos elétricos?

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Locadoras vendem modelos com pouco mais de um ano de uso
Thiago Garcia

Locadoras vendem modelos com pouco mais de um ano de uso

Fala, galera. Beleza? É a primeira vez que escrevo sobre um assunto que me pediram e eu ainda não vivenciei. Mas tenho observado o movimento. Uma das pessoas que me acompanha a mais tempo pediu para falar do mercado de veículos elétricos seminovos. Então, não poderia recusar o pedido.

Primeiramente, devemos lembrar que o mercado de veículos, tanto novos quanto seminovos, andou um pouco louco nos últimos anos. Os carros 0 km sofreram variações de preço absurdas por conta da escassez de chips no mercado, elevando o valor dos seminovos da mesma forma. Até o IPVA sofreu variações sem sentido nesse período.

Com a estabilização da oferta de componentes, os preços voltaram a uma certa estabilidade. Novos modelos chegaram ao mercado e forçou um reposicionamento de preços dos modelos já comercializados. Veículos que foram lançados por R$ 250 mil, passaram a ter unidades 0 km por R$ 220 mil por um tempo, mas ainda são vendidos por preço menor.

O problema é que, se o preço do carro zero baixou, imagine o do usado. Muitos proprietários que decidiram trocar de veículo por modelos mais atuais viram o valor do seminovo sendo bem reduzido, mesmo com pouca quilometragem. Todavia, vale ressaltar que isso não é exclusividade dos elétricos. Todos os automóveis sofreram o mesmo efeito.

Se, por um lado, alguém está perdendo com a desvalorização, por outro surgem oportunidades de negócios. Vale ressaltar que a maioria dos veículos elétricos no Brasil são de fabricação posterior a 2019, ou seja, temos uma oferta com menos de 5 anos no mercado, muitos com baixa quilometragem e dentro da garantida, inclusive da bateria de alta voltagem.

Não pense que a maioria das trocas aconteceram por descontentamento dos donos. Boa parte das trocas acontecem por vontade fazer um upgrade no “possante”. Os elétricos estão em constante evolução, principalmente no que diz respeito a baterias e eficiência energética.

Conheço apenas uma pessoa que vendeu o carro elétrico e voltou para a combustão. Entretanto, o motivo não foi pela necessidade de se capitalizar. Tristeza de um, extrema alegria para outro que realizou o sonho e continua feliz da vida com o carro.

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Dessa forma, acabam surgindo ofertas de veículos de veículos praticamente novos com valores que permitem a economia de algumas dezenas de milhares de reais. Já falei algumas vezes sobre as queimas de estoque promovidas pela Movida e pela Localiza, que vendem carros com um ano de uso e muitos com menos 10.000 km rodados por valores bem atrativos.

Quanto a estatísticas de vendas de carros seminovos, infelizmente não encontrei nenhuma fonte de dados. O único site que localizei sobre o assunto é da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) e lá não consta estatística de eletrificados. Por mais incrível que pareça, eles separam os números dos veículos de bicombustível dos demais. Ou seja, para eles, a quantidade de carro flex é mais relevante que avaliar o número dos veículos eletrificados.

Índices e Números

Outra coisa importante: boa parte das melhores negociações dos veículos elétricos seminovos acontecem entre conhecidos ou por indicação. Se você quer saber de oportunidades, busque se aproximar de quem possui veículo elétrico. Além de conselhos, com certeza terá conhecimento de boas ofertas.

Ah, mas não vale a pena comprar um carro usado por 10.000 reais a menos. Será? Muitas pessoas deixam de adquirir ou trocar seu veículo por conta do crédito aprovado pelo banco. 10.000 reais a menos pode significar levar um carro elétrico para casa ou continuar gastando dinheiro em um posto de gasolina.

Mesmo tendo carros mais modernos, não se pode dizer que um veículo de 2019 esteja desatualizado. Tenho o meu desde 2019, que possui menos agrados que os modelos atuais, mas bem longe de dizer que não me atende mais.

Não estranhe se você for visitar uma concessionária de uma determinada marca e encontrar algumas unidades de outra à disposição. Trata-se simplesmente da eterna vontade do ser humano de evoluir e experimentar coisas novas.

Lógico que, como qualquer veículo seminovo, é importante observar alguns pontos para não levar para casa algo que não irá te atender ou mesmo dar dor de cabeça, mas que podem ser avaliados de forma simples.

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Um tanto quanto óbvio, todavia pode passar despercebido pela maioria das pessoas, não basta saber quantos anos de garantia o veículo tem. É importante saber o limite de quilometragem que a fábrica cobre a garantia. Além disso, é importante saber se todas as revisões foram feitas na concessionária. Mesmo que o veículo esteja fora da garantia, considero importante manter as revisões na concessionária pelo simples fato de que são poucas as oficinas que estão preparadas para dar manutenção adequada a esses veículos.

Observe o desgaste dos pneus, devido ao peso e torque maior, ele poderá ser ainda maior no caso de desalinhamento. É coisa simples de resolver, mas se não for observado, poderá fazer perder um jogo de pneus bem rápido.

Se o local tiver um elevador, peça para subir o veículo, apesar da proteção que a maioria dos modelos possuem para o pack de baterias, vale a pena dar uma analisada. Além de prever problemas que podem afetar a bateria, dá uma bela pista se o dono anterior era cuidadoso ou não.

Por último e mais importante: ligue o carro. Veja se acende alguma luz de erro e observe também o nível de degradação da bateria. É natural que haja uma degradação, mas observe se é compatível com a quilometragem do carro. Não se baseie pela autonomia apresentada na multimídia. Como ela considera o consumo de energia passado, alguém que testou o carro de forma mais agressiva pode gerar uma falsa impressão de autonomia reduzida.

Se você está comprando em uma loja da própria marca do veículo, principalmente com oficina, peça para passar o scanner e avaliar o balanceamento das células. Não que seja algo para se preocupar na maioria das vezes, mas se tiver que fazer algum procedimento, que seja acordado durante a negociação.

Então, meu caro futuro dono de um veículo elétrico, fique atento às oportunidades e lembre-se dessas dicas. Garanto que será uma ótima forma de conquistar seu primeiro carro elétrico.

Até mais.

Fonte: Carros

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

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Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

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2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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