Zilda Arns já foi indicada para o Nobel da Paz 3 vezes
Zilda Arns foi incluída no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A edição fica localizada no Panteão da Pátria e da Liberdade, no Distrito Federal. O nome da sanitarista e pediatra foi incluso após a assinatura da lei 14.552, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi publicada nesta segunda-feira (24), no Diário Oficial da União.
Zilda Arns nasceu no dia 25 de agosto de 1934, no município de Forquilhinha, em Santa Catarina. Durante a carreira de pediatra e sanitarista, Arns lutou contra a desnutrição infantil e atuou na valorização do trabalho voluntário. Ela foi indicada 3 vezes ao Prêmio Nobel da Paz, e recebeu diversas homenagens no Brasil e no exterior. Arns foi uma das fundadoras do Pastoral da Criança.
A pediatra trabalhou no treinamento de novos voluntários em comunidades carentes, para que ensinassem as mães a utilizar o soro caseiro no combate de diarreia e desnutrição das crianças. A ação recebeu apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e alcançou cerca de 72% do território nacional.
Arns trabalhou também na frente do combate à mortalidade infantil, promovendo ações que mitigassem a síndrome da morte súbita. Em 2009, na campanha promovida pela Pastoral da Criança, ela reforçou a necessidade de colocar os bebês para dormirem de barriga para cima, uma vez que apresentava evidências científicas que a posição é mais segura.
A médica foi responsável pela criação da Pastoral da Pessoa Idosa em 2004, ao qual capacitou líderes da comunidade para trabalhar no auxílio de pessoas idosa no controle vacinal, evitar acidentes nas residências e conseguir identificar possíveis doenças físicas e emocionais. Atualmente, após quase 20 anos desde a criação do projeto, ele atende cerca de 100 mil pessoas em 579 municípios.
Arns morreu no dia 12 de janeiro de 2010, aos 75 anos, durante a missão de paz no Haiti. Ela estava na cidade de Porto Príncipe, quando um forte terremoto atingiu o local. A brasileira foi soterrada por escombros no desabamento da igreja ao qual fazia palestra.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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