Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres preste explicações sobre a entrega de senhas falsas de um celular. Os advogados de Torres deverão enviar as informações em até 48 horas.
A Polícia Federal acusa o ex-ministro de apresentar senhas inválidas do celular que Torres disse ter pedido nos Estados Unidos. A informação é do jornalista Valdo Cruz, da GloboNews.
Anderson Torres tinha prometido colaborar com as investigações e forneceu algumas senhas de acesso ao seu celular. Entretanto, as tentativas dos investigadores foram em vão.
A PF disse que já obteve acesso a alguns documentos que estavam no aparelho do ex-ministro, mas há informações que estão protegidas e que precisariam de análise minuciosa dos investigadores.
Torres está preso desde 14 de janeiro, por suspeita de conivência e omissão aos ataques de 8 de janeiro em Brasília. Na época, o ex-ministro era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, mas estava nos Estado Unidos com a família.
A defesa já solicitou a soltura de Anderson Torres e justificou que a própria Procuradoria-Geral da República (PGR) concorda não haver riscos do habeas corpus para as investigações. Os pedidos, porém, foram negados por Moraes.
O último pedido de soltura feito ao STF aconteceu no começo desta semana. Os advogados justificaram a piora no estado de saúde do ex-ministro. Nesta sexta, o ministro Luís Roberto Barroso negou o pedido de Torres e disse que a competência do caso é de Alexandre de Moraes.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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