Mulher disse ter sido estuprada diversas vezes pelo ex-marido enquanto estava dopada
O empresário preso em janeiro deste ano acusado de ter estuprado a ex-mulher enquanto ela estava desacordada foi absolvido pela Justiça de Praia Grande, no litoral de São Paulo, por falta de provas. Ricardo Penna Guerreiro, de 56 anos, estava em liberdade devido a um habeas corpus, mas, agora, continua detido em razão de uma condenação de 37 anos de prisão por tentativa de homicídio contra seis pessoas em 2000.
A decisão da absolvição do acusado é do juiz Vinicius de Toledo Piza Peluso, da 1ª Vara Criminal de Praia Grande, e foi publicada em 27 de junho. O processo corre em segredo de Justiça.
Ele havia sido preso em janeiro por estupro de vulnerável contra Juliana Rizzo. A vítima usou as redes sociais, à época, para divulgar as imagens de câmeras de segurança que mostram o suposto crime. Nas vezes em que a vítima teria sido violentada, a mulher afirmou que estava sob efeito de remédios antidepressivos e calmantes.
A defesa de Guerreiro, no entanto, alegou que não existem provas de que a vítima não poderia oferecer resistência à ação ou que a relação teria sido forçada. O horário em que a gravação foi feita também foi outro ponto a favor da absolvição do acusado, já que a mulher disse que tomava os remédios durante a noite, mas as imagens foram feitas pela manhã.
Embora tenha sido absolvido, Ricardo Penna Guerreiro segue preso pelo outro crime ao qual foi condenado a 37 anos, em 2000.
Na ocasião, conforme o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), ele tentou matar seis pessoas em uma choperia de Praia Grande após se desentender com elas e atirado contra o grupo junto com outro homem armado. Duas pessoas ficaram feridas na tentativa de homicídio.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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