Tamires Borges é policial militar e foi condecorada no dia 22 de março de 2021 com a Medalha Mérito Comunitário. A homenagem teria sido dada após Tamires ter prestado apoio “a um cidadão do Rio Grande do Sul, que se encontrava perdido a cerca de 4 dias sem alimentação alguma pelo Terminal Rodoviário do Tietê, de pronto a policial lhe ofereceu alimento e ajuda com a passagem”. Ela está na corporação desde 2019
A medalha foi dada pela 4ª Companhia do 5º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M). No Instagram do batalhão, eles ressaltam que “São atitudes como essa que enobrecem o bom nome da nossa gloriosa Polícia Militar do Estado de São Paulo”.
O caso
Na última segunda-feira (13), o vídeo de Tamires Borges negando ajuda ao jovem que estava sendo ameaçado por uma arma viralizou. Nele, é possível ver um homem armado — que foi identificado como o policial civil e investigador Paulo Hyun Bae Kim —, ameaçando um jovem negro. Ao chegar perto de Tamires, a soldado diz que ela está “de folga”, e que o protocolo é ligar para o 190″. Além disso, ela afasta o jovem com um chute. A confusão ameniza quando uma mulher entra na frente do investigador, fazendo com que o jovem consiga fugir.
A @pontejornalismo traz a denúncia de uma policial que se NEGA a ajudar um jovem negro que tá sendo ameacado por uma pessoa armada em sua frente
Não só isso, ela CHUTA A VÍTIMA QUE TÁ VINDO ATÉ ELA PEDIR SOCORRO só porque ela está de “FOLGA” pic.twitter.com/q880ASGW7M
Em nota, a SSP informou ao iG que a PM havia sido identificada e iria “responder criminal e disciplinarmente pela conduta omissa registrada pelas imagens”. Eles categorizaram a conduta como “grave”, e ressaltou que “todos os policiais militares passam por treinamentos, independentemente da área em que atua.”
A Polícia Civil também informou que um inquérito foi aberto contra o investigador. Kim já foi acusado anteriormente de ter agredido a própria mãe e por ter feito um disparo dentro de casa em 2013. A denúncia havia sido feita pela irmã do investidor, mas posteriormente os familiares voltaram atrás da denúncia.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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