Fernando foi indiciado por homicídio doloso, lesão corporal e fuga de local de acidente. A polícia chegou a solicitar a prisão do motorista, mas a Justiça paulista negou o pedido. O homem se apresentou à delegacia 38 horas após o acidente .
A defesa de Fernando disse em entrevista ao site Uol que a prisão temporária foi negada pela Justiça “por falta de preenchimento dos requisitos autorizadores de tal prisão”. Os advogados também alegam que Fernando não fugiu do local e que, por já ter prestado socorro às outras vítimas, foi “devidamente qualificado pelos policiais militares de trânsito, tendo sido liberado pela PM para que fosse encaminhado ao hospital”.
Fernando, de 24 anos, que conduzia um Porsche, bateu na traseira de outro carro, um Renault Sandero, e matou o condutor do veículo na madrugada de domingo (31). O acidente aconteceu na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste da capital paulista.
De acordo com testemunhas, o veículo aparentava estar em velocidade acima do limite para a via, que é de 50 km/h, e o acidente teria ocorrido quando Fernando fez uma ultrapassagem em alta velocidade. Segundo o boletim de ocorrência do caso registrado na Polícia Civil, o jovem teria fugido do local do acidente.
O motorista estava sendo procurado depois de fugir do local com a ajuda da mãe, mas compareceu horas depois ao 30º Distrito Policial, no Tatuapé, Zona Leste de SP, onde o caso havia sido registrado.
A vítima, Orlando da Silva Viana, foi socorrida e levada em parada cardiorrespiratória ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas não resistiu e faleceu.
Um amigo de Fernando que, segundo a polícia, também estava no Porsche, foi levado ao Hospital São Luiz no Tatuapé. Até a manhã de segunda (1º), ele seguia internado. Seu estado de saúde é desconhecido.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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