Em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Distrito Federal foi de 0,36%, conforme indica a análise feita pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF), baseada nos números divulgados para a capital pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mantém a inflação distrital estável quando comparada ao mês anterior (0,34%).
Ao analisar o panorama nacional, o DF figura na sétima posição entre as 16 capitais avaliadas junto a Porto Alegre (RS), ambas com índices abaixo da média nacional de 0,38%. Dentre os grupos de bens e serviços, nove registraram alta de preços, tendo os maiores aumentos registrados nos setores de transporte (1,76%) e habitação (0,56%). Os reajustes das passagens aéreas, da gasolina e da energia elétrica residencial foram os principais responsáveis por essa elevação.
Preços administrados
A passagem aérea foi o subitem que contribuiu com o maior impacto na inflação, com variação de 13,68%, impulsionando o grupo de transporte público, que apareceu com com 0,2 p.p. para o aumento do índice geral. Em contrapartida, o grupo de alimentação e bebidas contribuiu negativamente, com queda de 1,31% nos preços e contribuição de -0,23 p.p., com redução generalizada nos itens de alimentação no domicílio.
Além disso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, foi de 0,27% no DF, menor que o IPCA, reforçando o impacto positivo da redução dos preços alimentares para a população de menor renda.
Por um lado, alguns preços administrados – como da gasolina, gás de botijão e energia elétrica residencial – contribuíram para o aumento de custos de transporte e habitação. Ao mesmo tempo, isso impediu um aumento mais intenso da inflação e a redução generalizada nos preços dos alimentos. Tal cenário reflete a melhoria de condições climáticas, que atua para a normalização dos preços de itens alimentícios.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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