Alan Rodrigues foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão
A Justiça do Distrito Federal condenou, nesta quinta-feira (11), dois dos homens acusados de plantar uma bomba no Aeroporto de Brasília. O caso foi registrado no dia 24 de dezembro do ano passado e o artefato não chegou a ser detonado.
George Washington de Oliveira Sousa foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão, enquanto Alan Diego dos Santos Rodrigues terá de cumprir pena de cinco anos e quatro meses. Os dois terão de cumprir regime fechado.
Rodrigues foi condenado por expor a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outro ao colocar uma dinamite em um caminhão-tanque carregado de combustível que estava no aeroporto.
Sousa, além da mesma condenação de Alan, também foi punido por porte ilegal de arma de fogo e artefato explosivo ou incendiário. Nenhum dos dois poderão recorrer em liberdade dado que, para o juiz Osvaldo Tovani, da 8ª Vara Criminal de Brasília, não há fato novo que pode justificar a revogação da detenção.
“As circunstâncias dos fatos indicam periculosidade concreta, presente, ainda, a necessidade de preservar a ordem pública, mantenho a prisão preventiva de ambos os acusados”, afirmou o magistrado na sua decisão.
Na época, a ação de George e Alan foi classificada como tentativa de atentado terrorista e, segundo a Polícia Civil, o artefato iria ser acionado com o uso de um controle remoto, mas falhou.
O motorista do caminhão onde o explosivo foi alocado percebeu a presença de uma caixa de papelão em um dos eixos do veículo. Segundo ele, ao abrir, encontrou duas “bananas” de dinamite e um detonador com “luzes piscando”.
Logo depois, o homem acionou a Polícia Militar que, em conjunto com equipes do Corpo de Bombeiros e das polícias Federal (PF) e Civil (PCDF), desativou a bomba.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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