“Essa questão de achismo é algo complicado, mas eu estou aqui firme. Eu estou como ministra, atuando para a gente fortalecer o turismo no Brasil”, declarou Carneiro a jornalista quando chegou para participar da Comissão do Turismo do Senado.
O chefe do Planalto estava sendo pressionado pelo União Brasil, que não via Daniela Carneiro como representante da cúpula do partido no governo federal. A legenda queria a nomeação do deputado federal Celso Sabino (União Brasil-PA).
A decisão de manter Daniela é vista como um sinal de gratidão a ela e ao marido, Wagner Carneiro , prefeito de Belford Roxo (RJ), que ajudaram o petista na campanha eleitoral de 2022. Outro fator que colabora é a religião da ministra, evangélica, público em que a cúpula petista tem vontade de atrair para o governo.
Daniela Carneiro entrou na política em 2018, sendo eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro. Ela já tinha trabalhado na Secretaria Municipal de Educação do Rio, em 2003, porque é formada como pedagoga.
Ela também trabalhou na Secretaria de Assistência Social e Cidadania de Belford Roxo em 2017.
Daniela chegou a ser cogitada como vice da chapa de Cláudio Castro ao governo do estado do Rio. Porém, ela se lançou candidata a deputada federal, sendo a mais votada em terra fluminense.
Durante cerimônia de posse em janeiro, Carneiro disse que iria trabalhar para “resolver com urgência o aumento exorbitante das passagens aéreas”. A chefe da pasta ainda relatou que uma das suas missões era melhorar a imagem do Brasil no exterior para atrair mais turistas.
Ela é esposa do prefeito de Belford Roxo (RJ), Waguinho. Recentemente, ele se filiou ao Republicanos, após a disputa pelo comando do diretório do União Brasil no Rio de Janeiro. O esperando é que Daniela também se filie ao Republicanos.
O União, porém, quer a manutenção de um filiado do partido na pasta, em troca de apoio no Congresso Nacional. Caso contrário, o partido prometeu a debandada de ao menos 50 deputados da base governista.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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