Distritais decidem votar projeto polêmico sobre tombamento de Brasília
Durante reunião do colégio de líderes, na segunda-feira (17), os deputados distritais definiram que o projeto de lei complementar que propõe mudanças no Conjunto Urbanístico de Brasília será submetido à votação nesta quarta-feira (19) na Câmara Legislativa ( CLDF ).
A proposta é polêmica e altera, por exemplo, várias regras existentes na área tombada da capital, de autoria do urbanista Lúcio Costa, como a quantidade de andares de hotéis e construções comerciais na beira do Lago Paranoá.
Segundo o governador Ibaneis Rocha (MDB) , a aprovação do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub) é essencial para o desenvolvimento sustentável da cidade. A declaração ocorreu durante uma solenidade no Palácio do Buriti.
“Não vamos deixar que sete deputados de oposição atrapalhem um projeto que visa o desenvolvimento da cidade. Temos que trabalhar com o desenvolvimento da cidade, com o desenvolvimento sustentável”, afirmou o governador.
Mais cedo, o distrital Chico Vigilante, um dos mais experientes com mandato na Casa, demonstrou preocupação com as mudanças propostas no projeto original, o qual já recebeu mais de 100 emendas.
Segundo ele, autorizar o aumento da altura de hotéis na região central da cidade pode descaracterizar o Plano Piloto e colocar em risco o título de Patrimônio Cultural da Humanidade de Brasília.
“Este é o tipo de mudança que só beneficia os 16 donos de hotéis que serão contemplados”, alertou.
Da mesma forma, o deputado Fábio Felix também pediu cautela para analisar o texto, que está sendo discutido há anos no Parlamento local, sem conseguir acordo.
Com mais de mil páginas, o PPCub prevê a criação de um camping na Asa Sul, bem como o adensamento do Plano Piloto através da transformação de áreas verdes em lotes comerciais.
De acordo com os estudos, estima-se que tais medidas possam resultar no acréscimo de pelo menos 240 mil novos moradores na região central da cidade, o que, inevitavelmente, resultará em congestionamentos e crises no abastecimento de energia elétrica e água, por exemplo.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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