Ex-comandante da PMDF, Jorge Eduardo Naime, CPI dos Atos Antidemocráticos
Com a soltura ex-secretário de Segurança Pública do Distrito FederalAnderson Torres da prisão após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (11), o úníco integrante da cúpula de segurança do Distrito Federal que segue é o ex-comandante de Operações da Polícia Militar (PMDF) coronel Jorge Eduardo Naime. Ele está detido por suspeita de omissão durante os atoa que depredaram os Três Poderes, em 8 de janeiro em Brasília.
Preso cerca de um mês depois dos atos, em 7 de fevereiro, Naime foi detido por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, na 5ª fase da Operação Lesa Pátria. As vésperas da invasão, o ex-comandante da PMDF pediu folga e foi dispensado do trabalho dias antes da invasão.
Em 10 de janeiro, o militar e outros 12 servidores vinculados à secretaria foram exonerados dos cargos que mantinham após decisão do ex-interventor federal na segurança pública do DF, Ricardo Cappelli.
A defesa de Naime chegou a pedir liberação da coronel da prisão, em 20 de março. Segundo os advogados, no dia 8 de janeiro, o militar havia sido convocado “às pressas” e “chegou ao palco dos eventos fardado, preparado para operar, e coordenou as tropas, mesmo ferido”.
Apesar disso, o pedido foi negado. Na última quarta-feira (10), o Fórum das Associações Representativas dos Policiais Militares e Bombeiros Militares do DF divulgou uma carta aberta pedindo a liberação do coronel.
A defesa de Eduardo Naime avalia protocolar uma nova ação requisitando a liberdade do ex-comandante da PMDF.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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