O depoimento do ex-mandatário deve ter início às 14h. Essa é a terceira vez, em menos de dois meses, que Bolsonaro é convocado a prestar esclarecimentos à Polícia Federal.
A investigação da PF aponta indícios de que seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, e outros assessores próximos teriam colaborado na emissão de certificados falsos de imunização contra a COVID-19 para Bolsonaro e sua filha, com o objetivo de garantir sua entrada nos Estados Unidos no final de 2022.
Segundo a Polícia Federal, há registros no aplicativo ConecteSus — utilizado pelo Ministério da Saúde para emitir certificados de vacinação , indicando que a conta associada a Bolsonaro foi acessada de dentro do Palácio do Planalto pelo ex-ajudante de ordens para emitir os comprovantes falsos.
Essa evidência reforça a suspeita de que Bolsonaro tinha conhecimento da falsificação dos documentos.
Caso seja comprovada a participação de Bolsonaro, ele poderá ser acusado do crime de inserção de dados falsos em sistemas de informação, sujeito a pena de até 12 anos de prisão e multa
Além disso, a PF investiga se os certificados falsos foram utilizados pelo ex-presidente em alguma ocasião, o que poderia configurar um crime federal nos Estados Unidos, com pena de até dez anos de prisão.
Especialistas em direito avaliam que existem indícios fortes que justificam a investigação da possível participação de Bolsonaro, uma vez que as fraudes teriam sido realizadas dentro do Palácio do Planalto por seus assessores mais próximos.
Contudo, o ex-presidente nega ter conhecimento da falsificação e poderá se defender durante o depoimento, atribuindo qualquer crime a uma ação autônoma de seus subordinados, especialmente Mauro Cid, que está preso.
Em depoimentos anteriores, ele tratou de questões relacionadas a joias recebidas da Arábia Saudita e não declaradas à Receita Federal, bem como sua suposta influência em ataques antidemocráticos.
Policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estão no conjunto de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (13), para uma nova ação contra a lavagem de dinheiro do tráfico na região. A Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública também participam da operação.
É a terceira fase da operação com o objetivo de dar continuidade às demolições de imóveis construídos pela organização criminosa, especialmente na comunidade do Parque União.
Empreendimentos
Conforme as investigações, há anos os criminosos usam a localidade para a construção e abertura de empreendimentos e, dessa forma, conseguem lavar o capital obtido com a venda de drogas. “Os agentes apuraram ainda a participação de funcionários de órgãos representativos da comunidade no esquema”, informou a Polícia Civil, em nota.
Na operação de hoje, os policiais recuperaram na Maré uma carga que havia sido roubada. Na terça-feira passada (13), durante a fase anterior da ação, a polícia localizou um apartamento de luxo usado por traficantes. O imóvel foi demolido.
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