AGRONEGÓCIO

Umas regiões já estão colhendo enquanto outras correm contra o tempo para terminar o plantio dentro do prazo

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O calendário da safra de soja 2025/26 no Brasil entra na sua fase final de semeadura em diferentes regiões, mas ainda mostra contrastes de trabalho no campo. Enquanto parte do Centro-Sul já avança para a fase de colheita (veja aqui), outras regiões seguem concentradas nos últimos dias para completar o plantio antes do fechamento oficial das janelas agronômicas.

Segundo dados de acompanhamento de safra divulgados até meados de dezembro, o plantio nacional da soja para o ciclo 2025/26 alcançou cerca de 94,1% da área esperada, de acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Regiões como Paraná e São Paulo já concluíram o processo de semeadura, integrando o grupo de estados onde as lavouras estão mais adiantadas e caminhando para as fases de estabelecimento e enchimento de vagens nas áreas mais produtivas do Sul.

No Rio Grande do Sul, quase todas as áreas estimadas para o ciclo 2025/26 já foram plantadas, com o avanço chegando a cerca de 93% da área prevista na última divulgação técnica, apesar de algumas zonas rurais ainda estarem ajustando cronogramas em função dos padrões de chuva da estação.

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Mas é em Goiás que a atenção dos produtores se volta diretamente para o calendário sanitário. Conforme a Instrução Normativa nº 6/2024 da Agrodefesa, o prazo para semeadura da soja na safra 2025/26 termina em 2 de janeiro de 2026 no estado. A partir de 3 de janeiro, o plantio fica proibido, inclusive em sistemas irrigados, em alinhamento com o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja do Ministério da Agricultura. Essa restrição visa preservar a sanidade vegetal e reduzir os riscos de proliferação de pragas e doenças que podem comprometer a produtividade das lavouras no próximo ciclo.

O cumprimento desses prazos, amplamente disseminado pelos canais oficiais e pela Agrodefesa, é visto pelos técnicos como fundamental para garantir que os produtores não apenas respeitem as janelas agronômicas, mas também fortaleçam os mecanismos de prevenção sanitária que têm impacto direto no desempenho produtivo e na competitividade da soja brasileira no mercado interno e externo.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Risco de geada no Sul agrava escassez e faz preço do feijão bater recordes

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O feijão voltou ao centro das preocupações do mercado agrícola brasileiro. Com oferta curta, dificuldade para encontrar produto de qualidade e ameaça de geadas sobre áreas produtoras do Sul do país, os preços dispararam nas últimas semanas e já atingem patamares históricos em algumas regiões.

O movimento é puxado principalmente pelo feijão carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. Em importantes polos produtores de São Paulo e Minas Gerais, lotes considerados “extra” já superam R$ 430 por saca no mercado físico. Em negociações destinadas ao abastecimento da capital paulista, negócios pontuais chegaram perto de R$ 470 por saca — um dos maiores níveis já registrados para a cultura.

A escalada dos preços acontece em um momento delicado para o abastecimento. O mercado enfrenta escassez justamente dos grãos de melhor qualidade, enquanto produtores seguram parte da oferta apostando em novas altas. Empacotadoras e atacadistas relatam dificuldade para montar lotes homogêneos, o que elevou a disputa pelos feijões classificados como nota alta.

Ao mesmo tempo, problemas climáticos aumentam a tensão sobre a segunda safra 2025/26. Paraná e Minas Gerais tiveram atrasos no plantio, excesso de chuvas e ritmo lento de colheita nas últimas semanas. Agora, a chegada do frio intenso ao Sul do Brasil adiciona um novo fator de preocupação.

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As geadas passaram a entrar no radar do setor justamente em uma fase importante para parte das lavouras. Técnicos alertam que o frio pode comprometer enchimento dos grãos, peneira e qualidade final da produção, reduzindo ainda mais a disponibilidade de feijão premium no mercado.

A pressão já começa a contaminar também o mercado do feijão preto. Tradicionalmente mais barato, ele passou a ganhar competitividade diante da disparada do carioca e vem registrando forte valorização nas últimas semanas. Em algumas regiões do Paraná, as cotações saltaram de cerca de R$ 160 para perto de R$ 200 por saca em poucos dias.

O avanço do feijão preto reflete uma migração parcial do consumo. Com o carioca cada vez mais caro, parte do varejo e dos consumidores começou a buscar alternativas para reduzir custos, aumentando a demanda pela variedade preta.

O cenário preocupa porque o feijão é um dos produtos mais sensíveis ao abastecimento interno. Diferentemente da soja ou do milho, grande parte da produção é destinada ao consumo doméstico e trabalha com estoques historicamente apertados. Quando há quebra de qualidade ou retenção de oferta, o impacto nos preços costuma ser rápido.

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Hoje, o Brasil produz entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de feijão por ano, somando as três safras cultivadas em diferentes regiões do país. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso estão entre os principais produtores nacionais.

Com a combinação entre oferta restrita, clima adverso e estoques reduzidos, analistas avaliam que o mercado deve continuar pressionado nas próximas semanas, mantendo os preços em níveis elevados tanto para o produtor quanto para o consumidor final.

Fonte: Pensar Agro

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