AGRONEGÓCIO

Temperaturas elevadas traz problemas na emergência das sementes

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O fenômeno climático El Niño está exercendo considerável impacto no bioma do Cerrado, trazendo consigo uma elevação significativa das temperaturas e uma diminuição drástica das precipitações pluviométricas.

Essas condições climáticas adversas estão gerando desafios substanciais para os agricultores da região. A escassez de água, associada à reduzida produção de palhada devido à prática de rotação de culturas, está levando os agricultores a replantar durante o período de safra.

A ausência de palhada compromete a umidade do solo, amplia a exposição ao calor e dificulta o processo de germinação das plantas, resultando em um menor índice de estabelecimento das mesmas.

Devido às temperaturas elevadas, muitos agricultores estão enfrentando dificuldades na germinação das sementes. Para que o processo de germinação ocorra, as sementes necessitam absorver uma quantidade específica de umidade do solo, equivalente a 50 a 55% do seu peso, e a temperatura ideal deve situar-se entre 20°C e 30°C.

No entanto, estamos registrando temperaturas muito superiores a esses valores nesta safra. Temos observado situações como o tombamento fisiológico, resultado das altas temperaturas, ou o tombamento ocasionado pela presença de fungos como Pythium, Phytophtora e Rhizoctonia, os quais se desenvolvem em ambientes com temperaturas acima de 30°C.

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Esses fungos se aproveitam desse cenário desfavorável. Além disso, é comum ver plantas emergindo do solo que, ao se depararem com temperaturas elevadas na superfície do solo, curvam-se para dentro, formando o que os especialistas chamam de ‘pescoço de ganso’, além de  ficarem mais suscetíveis à degradação e ao apodrecimento.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Governo abre crédito de R$ 550 milhões para subsidiar importação de diesel

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O governo federal publicou nesta segunda-feira (29.06), a Medida Provisória (MP) nº 1.349, que autoriza a abertura de crédito extraordinário de R$ 550 milhões para o subsídio à importação de óleo diesel rodoviário.

Os recursos, sob gestão do Ministério de Minas e Energia e execução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), têm como finalidade assegurar o abastecimento do combustível no mercado interno e reduzir a pressão de preços sobre o setor de logística e transporte.

A medida impacta diretamente a estrutura de custos do agronegócio. Como o óleo diesel representa parcela expressiva das despesas com escoamento da safra e mecanização, a entrada desses recursos visa mitigar a volatilidade das cotações internacionais que vinha encarecendo o frete rodoviário. O aporte de R$ 550 milhões foi classificado como despesa primária, utilizando o mecanismo de crédito extraordinário previsto na Constituição para situações de urgência e imprevisibilidade.

O subsídio, contudo, gera efeitos colaterais na economia. Analistas do mercado financeiro indicam que a utilização de verbas extraordinárias para intervenção direta no preço de combustíveis pressiona o resultado das contas públicas e pode gerar distorções na formação de preços pelos importadores.

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Para o produtor rural, a medida funciona como um mecanismo de contenção temporária de preços, sem, contudo, alterar os fundamentos de precificação do combustível no mercado global, que permanece atrelado ao câmbio e ao valor do barril de petróleo.

A eficácia do repasse final ao consumidor dependerá dos critérios de distribuição estabelecidos pela ANP. O setor produtivo permanece sob alerta em relação à perenidade da oferta e ao risco de que a medida, ao ser exaurida, resulte em um reajuste de preços para compensar o fim do subsídio governamental.

Fonte: Pensar Agro

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