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Temperaturas elevadas traz problemas na emergência das sementes

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O fenômeno climático El Niño está exercendo considerável impacto no bioma do Cerrado, trazendo consigo uma elevação significativa das temperaturas e uma diminuição drástica das precipitações pluviométricas.

Essas condições climáticas adversas estão gerando desafios substanciais para os agricultores da região. A escassez de água, associada à reduzida produção de palhada devido à prática de rotação de culturas, está levando os agricultores a replantar durante o período de safra.

A ausência de palhada compromete a umidade do solo, amplia a exposição ao calor e dificulta o processo de germinação das plantas, resultando em um menor índice de estabelecimento das mesmas.

Devido às temperaturas elevadas, muitos agricultores estão enfrentando dificuldades na germinação das sementes. Para que o processo de germinação ocorra, as sementes necessitam absorver uma quantidade específica de umidade do solo, equivalente a 50 a 55% do seu peso, e a temperatura ideal deve situar-se entre 20°C e 30°C.

No entanto, estamos registrando temperaturas muito superiores a esses valores nesta safra. Temos observado situações como o tombamento fisiológico, resultado das altas temperaturas, ou o tombamento ocasionado pela presença de fungos como Pythium, Phytophtora e Rhizoctonia, os quais se desenvolvem em ambientes com temperaturas acima de 30°C.

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Esses fungos se aproveitam desse cenário desfavorável. Além disso, é comum ver plantas emergindo do solo que, ao se depararem com temperaturas elevadas na superfície do solo, curvam-se para dentro, formando o que os especialistas chamam de ‘pescoço de ganso’, além de  ficarem mais suscetíveis à degradação e ao apodrecimento.

Fonte: Pensar Agro

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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