AGRONEGÓCIO

Tecnoshow Comigo, de Rio Verde, termina com R$ 90 milhões em negócios

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Terminou nesta sexta-feira (10.04), em Rio Verde (cerca de 220 km de Goiânia), em Goiás, a 23ª edição da Tecnoshow Comigo, com cerca de 120 mil visitantes, movimentação estimada em R$ 90 milhões na economia local e queda de aproximadamente 30% no volume de negócios, em um retrato de um agronegócio mais cauteloso diante de custos elevados, crédito restrito e maior incerteza no cenário internacional.

Realizada pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), a feira registrou queda de cerca de 30% na comercialização, puxada principalmente pela redução nas vendas de máquinas e equipamentos, segmento mais sensível ao aperto financeiro do produtor.

A diminuição ocorre após um ciclo de forte expansão recente, quando preços mais altos das commodities e maior disponibilidade de crédito impulsionaram investimentos. Agora, com margens mais apertadas e relação de troca menos favorável, o produtor adotou postura mais seletiva, priorizando liquidez e planejamento antes de fechar negócios.

Apesar da retração, o fluxo de visitantes permaneceu elevado, ainda que abaixo dos cerca de 140 mil registrados em 2025. A presença do público e o interesse por tecnologia indicam que o produtor segue buscando alternativas para manter produtividade, mesmo em um ambiente mais desafiador.

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A estrutura da feira se manteve robusta, com cerca de 710 expositores distribuídos em uma área de 65 hectares, além de áreas demonstrativas e programação técnica superior a 200 horas de conteúdo, que reuniu mais de 8 mil participantes.

A leitura do setor é de que a Tecnoshow continua cumprindo seu papel como vitrine do agro e termômetro do momento econômico. Mais do que o volume imediato de negócios, a edição de 2026 evidenciou uma mudança de comportamento: o produtor segue investindo, mas com maior rigor na análise de risco e retorno.

A próxima edição já está confirmada e será realizada entre os dias 5 e 9 de abril de 2027, novamente em Rio Verde.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Risco de geada faz mercado internacional de café operar em alta

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O mercado internacional de café abriu a semana com uma correção de preços impulsionada pelo prêmio de risco climático. A possibilidade de formação de geada nas áreas produtoras de arábica — Sul de Minas Gerais, Mogiana Paulista e Paraná — desencadeou um movimento de cobertura de posições por parte de fundos de investimento, elevando os contratos futuros nas bolsas de Nova York e Londres.

O arábica, cotado na Bolsa de Nova York, encerrou o último pregão com valorização, atingindo o equivalente a R$ 41,48 por quilo. O café conilon, negociado na Bolsa de Londres, também acompanhou a trajetória de alta, fechando o contrato de julho cotado a R$ 21,01 por quilo (considerando a cotação de R$ 5,17).

Análise de fundamentos:

  • Gestão de risco: O mercado incorporou o temor de geada como fator de volatilidade de curto prazo. A sensibilidade dos fundos às previsões meteorológicas é o motor atual dos preços.

  • Oferta: Independentemente da variação de temperatura, a sustentação das cotações permanece ancorada no cenário de oferta global restrita. O movimento de alta atual reflete o ajuste do mercado a um patamar de preço que compensa a escassez de produto.

  • Estratégia do produtor: Analistas indicam que a volatilidade deve perdurar até a consolidação dos dados sobre eventuais danos às lavouras. A recomendação técnica é de cautela na comercialização: enquanto a alta for movida estritamente pela especulação climática, o mercado está sujeito a correções rápidas; caso o frio confirme perdas reais de produtividade, a tendência de alta se consolida como um novo patamar estrutural de preços.

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O mercado físico no Brasil mantém a cautela. Produtores e tradings monitoram o comportamento das temperaturas nas próximas 48 horas como balizador para novas negociações. O cenário de preços segue atrelado à capacidade da safra brasileira em atender à demanda global, com o risco climático atuando como o principal limitador de oferta no curtíssimo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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