AGRONEGÓCIO

Showtec de Maracaju projeta R$ 600 milhões em negócios

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Com área de exposição de 120 mil metros quadrados, mais de 150 expositores e público estimado em 25 mil visitantes, o Showtec se mantém como um dos principais eventos técnicos do agronegócio brasileiro. Realizado em Maracaju (cerca de 160 km da capital, Campo Grande),em Mato Grosso do Sul, a feira espera movimentar cerca de R$ 600 milhões em negócio.

Organizado pela Fundação MS, o evento reúne empresas, pesquisadores e produtores em torno da difusão de tecnologias aplicadas à produção agrícola. Na prática, a feira funciona como vitrine de cultivares, sistemas de manejo, soluções sustentáveis e máquinas, com foco em ganho de produtividade e eficiência no uso de insumos.

A programação técnica é estruturada por áreas temáticas ao longo dos dias, com palestras conduzidas por especialistas e demonstrações práticas em campo. Esse formato permite ao produtor avaliar, em condições próximas à realidade, o desempenho de tecnologias antes de incorporá-las ao sistema produtivo.

Mais do que exposição, o evento cumpre papel estratégico na transferência de conhecimento. Em um cenário de custos elevados e maior exigência por eficiência, a adoção de tecnologia passou a ser determinante para margem no campo. Nesse contexto, feiras como o Showtec funcionam como ponto de convergência entre pesquisa aplicada e decisão produtiva.

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A presença de empresas de insumos, genética, máquinas e serviços amplia o escopo da feira, criando um ambiente voltado à geração de negócios e ao intercâmbio técnico. A expectativa de movimentação financeira reflete não apenas vendas diretas durante o evento, mas também negociações iniciadas no local e concluídas ao longo da safra.

Sede do evento, Maracaju se consolidou como uma das principais regiões produtoras de grãos do Mato Grosso do Sul. O município combina alta produtividade com elevado nível de tecnificação, especialmente nas culturas de soja e milho, além da integração com a pecuária.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Encontro entre Trump e Xi Jinping afeta mercado brasileiro

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O encontro realizado nesta quarta-feira (13.05) entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o Chinês, Xi Jinping, acabou acabou repercutindo também no Brasil. A reunião esfriou as expectativas de novos acordos comerciais envolvendo compras chinesas de grãos norte-americanos e pressionou as cotações na Bolsa de Chicago, principal referência global para formação dos preços pagos ao produtor brasileiro.

Nos últimos dias, parte do mercado apostava que o encontro poderia abrir espaço para uma nova rodada de compras chinesas da soja dos Estados Unidos, movimento que historicamente costuma mexer com os preços internacionais. Mas o discurso adotado após a reunião foi mais cauteloso. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que os compromissos já assumidos pela China seriam suficientes para manter o fluxo atual de importações, sem necessidade de ampliar significativamente as aquisições.

A reação em Chicago foi imediata. Sem perspectiva de aumento da demanda chinesa pelos grãos americanos, os contratos futuros da soja perderam força. O movimento ganhou ainda mais peso após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgar vendas externas abaixo do esperado, aumentando a pressão sobre o mercado.

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Para o produtor brasileiro, o impacto aparece principalmente na formação dos preços internos. Mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade nas exportações e uma safra elevada, a queda em Chicago limita reações mais fortes nas cotações pagas nos portos e no interior.

Ao mesmo tempo, o cenário reforça uma leitura importante para o agro nacional: a China segue buscando diversificar fornecedores e não demonstra intenção de concentrar as compras apenas nos Estados Unidos. Nesse contexto, o Brasil continua ocupando posição estratégica no abastecimento chinês, especialmente em um momento de ampla oferta nacional e embarques em ritmo recorde.

Analistas do setor avaliam que o mercado deve continuar bastante sensível aos próximos movimentos diplomáticos entre Washington e Pequim, já que qualquer sinal envolvendo compras agrícolas tem potencial de influenciar diretamente os preços recebidos pelos produtores brasileiros.

Fonte: Pensar Agro

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