AGRONEGÓCIO

Salão Internacional de Proteína Animal consolida integração de cadeias do setor

Publicado em

A capital paulista sedia, entre os dias 4 e 6 de agosto de 2026, o Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), principal evento das cadeias produtivas do Brasil, promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A edição deste ano marca a consolidação do evento sob o novo nome: anteriormente focado em avicultura e suinocultura, o salão passa a integrar oficialmente a bovinocultura e a piscicultura, reforçando sua posição como o maior ponto de encontro do setor agroindustrial nacional.

A transição para “Salão Internacional de Proteína Animal” é uma estratégia da ABPA para unificar a representatividade das diferentes proteínas sob um único selo. O objetivo é criar um hub de negócios e inovação que reúna especialistas, líderes do setor e compradores internacionais. O evento funciona como uma vitrine de inovações, com foco em biosseguridade, eficiência logística e sustentabilidade — pilares exigidos pelo mercado global.

Para a ABPA, a unificação das cadeias no SIAVS é fundamental para fortalecer o posicionamento do Brasil como fornecedor global. A expectativa é que o evento facilite o intercâmbio tecnológico e a prospecção de novos mercados, consolidando-se como o palco indispensável para o fechamento de parcerias estratégicas e o debate sobre o futuro da produção de proteína animal no País.

Leia Também:  Safra nacional da maçã começa sábado. Santa Catarina espera colher 1 milhão de toneladas

SERVIÇO

Evento: SIAVS – Salão Internacional de Proteína Animal

Data: 4 a 6 de agosto de 2026

Local: Distrito Anhembi, São Paulo (SP)

Realização: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Mais informações: Programação completa, credenciamento e lista de expositores disponíveis no site oficial: siavs.com.br

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Confronto armado e feridos em colheita judicial reforçam urgência por segurança jurídica

Published

on

O cumprimento de uma ordem judicial para a colheita de safra em uma propriedade rural de Feliz Natal (cerca de 510 km da capital, Cuiabá) em Mato Grosso, na última sexta-feira (26.06), terminou em um confronto armado que deixou feridos e expôs a fragilidade dos protocolos atuais para a execução de mandados no meio rural.

O produtor rural Maikel Alan Tespesel, que estava acompanhado pela esposa e pelos dois filhos menores no momento da ocorrência, foi atingido por disparos de arma de fogo. O prestador de serviços contratado pela empresa credora também ficou ferido após ser atingido pela caminhonete do produtor. Ambos estão internados num hospital de Sorriso e passam bem.

O caso, que está sob investigação da Polícia Civil, coloca em debate o modelo adotado para o cumprimento de decisões judiciais que envolvem ativos agrícolas. A presença de empresas de segurança privada em diligências de alto risco, em vez de um aparato ostensivo das forças de segurança do Estado, é apontada por especialistas como um dos fatores que transformaram uma ação de natureza cível em um episódio de violência física.

Leia Também:  Agronegócio de Goiás atinge US$ 1,315 bilhão em produtos exportados

A empresa credora da produção, contratou serviços de terceiros para realizar a colheita autorizada pela Justiça. Segundo informações da Polícia Militar, o conflito teve início quando houve uma tentativa de bloqueio do veículo do produtor. Os homens contratados pela empresa teriam efetuado disparos contra a caminhonete do produtor rural.

O episódio repercutiu negativamente no setor. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) divulgou nota oficial repudiando a violência e defendendo uma investigação rigorosa. Para a entidade, disputas comerciais e execuções de ordens judiciais precisam observar protocolos estritos de legalidade, sendo inaceitável que o ambiente de produção se torne palco de confrontos que coloquem em risco a vida de produtores e suas famílias.

O incidente em Mato Grosso reforça um pleito antigo do setor agropecuário: a necessidade de garantir que decisões judiciais sejam executadas de forma técnica e segura. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende sistematicamente que o cumprimento de mandados judiciais em áreas rurais ocorra com apoio das forças de segurança pública, evitando que produtores e credores sejam submetidos a situações de risco iminente.

Leia Também:  Entrega do relatório de Cancro e Greening termina em 15.01

O episódio reflete um cenário de crescente tensão na zona rural brasileira. Dados do relatório ‘Conflitos no Campo Brasil 2025’, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), apontam a ocorrência de 1.408 episódios de conflito no último ano, atingindo mais de 715 mil pessoas.

Estados como Mato Grosso, Pará e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentram as áreas de maior atrito, onde a expansão da fronteira agrícola e a complexidade na regularização de terras têm transformado disputas comerciais e possessórias em confrontos diretos.

Para a bancada do agronegócio, esses números evidenciam um vácuo de autoridade que exige solução urgente. A FPA sustenta que a insegurança jurídica e a falta de protocolos estaduais eficientes para o cumprimento de mandados judiciais impedem a pacificação no campo, transformando a resolução de litígios — que deveriam ser estritamente técnicos — em cenários de risco iminente para produtores, trabalhadores e seus familiares.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA