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Queda de braço entre produtores e compradores paralisa o mercado de arroz

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O mercado de arroz em casca no Brasil está passando por um momento de tensão, com negociações mais travadas e uma espécie de “queda de braço” entre produtores e compradores. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, a disputa se concentra na definição dos preços, com cada lado buscando defender seus interesses.

Os produtores de arroz, por sua vez, têm demonstrado preferência por comercializar a matéria-prima no porto de Rio Grande (RS), onde as ofertas para exportação se mostram mais atrativas, mesmo com a recente desvalorização do dólar. Essa estratégia visa garantir margens de lucro mais elevadas e aproveitar a demanda externa pelo produto.

Já os compradores, como as unidades de beneficiamento, têm mostrado resistência em elevar os preços de compra. A dificuldade na venda do arroz beneficiado, pressionada por varejistas e atacadistas, tem levado esses agentes a adiar novas aquisições. Somente aqueles com necessidade urgente de repor seus estoques se dispuseram a pagar valores ligeiramente superiores.

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Os pesquisadores do Cepea apontam que as negociações no mercado interno têm sido pontuais e com a conclusão de compromissos financeiros de vendedores que esperam uma valorização futura do arroz em casca. No entanto, essa expectativa pode não se concretizar, caso a demanda interna continue fraca e a pressão dos compradores se mantenha.

Fatores que influenciam o mercado:

  • Variação do dólar: A desvalorização da moeda norte-americana tem impactado diretamente a competitividade do arroz brasileiro
  • Demanda interna: A demanda interna por arroz tem sido mais fraca, pressionando os preços.
  • Custos de produção: O aumento dos custos de produção, como fertilizantes e energia, têm pressionado as margens dos produtores.
  • Estoques: Os níveis de estoque de arroz no país também influenciam a dinâmica do mercado.

Fonte: Pensar Agro

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Encontro entre Trump e Xi Jinping afeta mercado brasileiro

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O encontro realizado nesta quarta-feira (13.05) entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o Chinês, Xi Jinping, acabou acabou repercutindo também no Brasil. A reunião esfriou as expectativas de novos acordos comerciais envolvendo compras chinesas de grãos norte-americanos e pressionou as cotações na Bolsa de Chicago, principal referência global para formação dos preços pagos ao produtor brasileiro.

Nos últimos dias, parte do mercado apostava que o encontro poderia abrir espaço para uma nova rodada de compras chinesas da soja dos Estados Unidos, movimento que historicamente costuma mexer com os preços internacionais. Mas o discurso adotado após a reunião foi mais cauteloso. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que os compromissos já assumidos pela China seriam suficientes para manter o fluxo atual de importações, sem necessidade de ampliar significativamente as aquisições.

A reação em Chicago foi imediata. Sem perspectiva de aumento da demanda chinesa pelos grãos americanos, os contratos futuros da soja perderam força. O movimento ganhou ainda mais peso após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgar vendas externas abaixo do esperado, aumentando a pressão sobre o mercado.

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Para o produtor brasileiro, o impacto aparece principalmente na formação dos preços internos. Mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade nas exportações e uma safra elevada, a queda em Chicago limita reações mais fortes nas cotações pagas nos portos e no interior.

Ao mesmo tempo, o cenário reforça uma leitura importante para o agro nacional: a China segue buscando diversificar fornecedores e não demonstra intenção de concentrar as compras apenas nos Estados Unidos. Nesse contexto, o Brasil continua ocupando posição estratégica no abastecimento chinês, especialmente em um momento de ampla oferta nacional e embarques em ritmo recorde.

Analistas do setor avaliam que o mercado deve continuar bastante sensível aos próximos movimentos diplomáticos entre Washington e Pequim, já que qualquer sinal envolvendo compras agrícolas tem potencial de influenciar diretamente os preços recebidos pelos produtores brasileiros.

Fonte: Pensar Agro

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