AGRONEGÓCIO

Produtores de milho de 9 estados e do DF já podem vender para estoques reguladores da Conab

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Produtores de milho nos estados do Maranhão, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal agora têm a oportunidade de comercializar seu milho para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), como parte de uma iniciativa governamental para formar estoques públicos. Essas operações estão sendo conduzidas por meio do mecanismo conhecido como Aquisição do Governo Federal (AGF), que está previsto na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).

Edegar Pretto, diretor-presidente da Conab, enfatizou a importância dessa ação, afirmando: “A Conab está monitorando de perto as flutuações do mercado em todo o Brasil, e quando o preço pago ao produtor fica abaixo do Preço Mínimo estabelecido, o Governo pode intervir comprando o milho para garantir uma renda justa aos produtores. É exatamente o que estamos fazendo agora com o milho, e esses estados recém-incluídos se juntam à iniciativa.”

Além dos estados mencionados, produtores de Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Tocantins também estão autorizados a vender seu milho para o governo, desde que o produto atenda aos padrões estabelecidos pela Conab.

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Os limites de venda por produtor variam de acordo com o estado. Em Mato Grosso, por exemplo, cada agricultor pode vender até 30 mil sacas para a estatal, enquanto em Mato Grosso do Sul e Goiás, o limite é de 10 mil sacas. Nos demais estados, a aquisição está limitada a cerca de 3,3 mil sacas, de acordo com o Manual de Operação da Conab.

O milho adquirido poderá ser armazenado em armazéns próprios da Conab ou em unidades armazenadoras credenciadas pela estatal. No Maranhão, o milho poderá ser armazenado na unidade armazenadora da Companhia em Imperatriz. No Distrito Federal, na unidade armazenadora de Brasília, que, nesse contexto, atende a produtores do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais.

Para participar do programa de venda de milho à Conab, os interessados devem estar cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican) e procurar a superintendência regional da Conab em seu estado para obter orientações sobre o preenchimento dos formulários necessários para a operação, bem como a apresentação dos documentos adicionais solicitados.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Plano Safra amplia crédito e abre novas oportunidades para o agro

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O lançamento do Plano Safra 2026/2027 chega em um momento de expansão para o agronegócio acreano. Com linhas de crédito mais amplas, incentivos à produção sustentável e estímulo aos investimentos em infraestrutura, o programa pode acelerar o desenvolvimento de cadeias produtivas que vêm ganhando espaço na economia do estado.

Estudos do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre indicam que o agronegócio continuará entre os setores mais promissores da economia local em 2026, com expectativa de crescimento entre 1% e 6%. O desempenho é sustentado pela expansão de atividades como a cafeicultura, produção de cacau, mel, açaí e pela cadeia de proteína animal, segmentos que têm ampliado investimentos e conquistado novos mercados.

Entre as novidades do Plano Safra está a redução do custo do crédito para os produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). A linha contará com R$ 72,6 bilhões em recursos e taxa máxima de juros de 9% ao ano, abaixo da praticada no ciclo anterior. A medida beneficia um público que tem papel relevante na produção agropecuária do Acre e na geração de empregos no campo.

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A sustentabilidade também passa a ocupar posição estratégica na política de crédito rural. Produtores que mantiverem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado e adotarem práticas de conservação ambiental poderão obter desconto de até um ponto percentual nas taxas de financiamento para operações de custeio, criando um incentivo financeiro para a regularização ambiental das propriedades.

Outro eixo do programa é o estímulo à modernização das fazendas por meio de investimentos em energia renovável. O crédito poderá financiar projetos de geração de energia solar, biomassa, sistemas eólicos e soluções de armazenamento de energia, reduzindo despesas com eletricidade e aumentando a eficiência das atividades rurais.

A infraestrutura de armazenagem também ganhou reforço. O Plano Safra prevê recursos para construção, ampliação e modernização de silos, armazéns e câmaras frias, investimentos considerados fundamentais para diminuir perdas pós-colheita, melhorar a conservação da produção e ampliar a competitividade dos produtores acreanos.

Na gestão de riscos, o governo federal ampliou os incentivos à contratação do seguro rural e do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). A intenção é fortalecer a proteção dos produtores diante de eventos climáticos extremos, tornando esses instrumentos parte cada vez mais importante da política de crédito rural.

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Com o tema “Crédito que fortalece o campo. Campo que alimenta o mundo”, o Plano Safra 2026/2027 busca ampliar o acesso ao financiamento, incentivar a inovação tecnológica e fortalecer a produção agropecuária em todas as regiões do país. Para o Acre, onde diversas cadeias produtivas vivem um período de expansão, as novas condições de crédito podem contribuir para consolidar o crescimento do setor e ampliar sua participação na economia estadual.

Fonte: Pensar Agro

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