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Prejuízo gaúcho supera R$ 12 bilhões. R$ 4,1 bilhões só no agronegócio

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As fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul nas últimas semanas provocaram prejuízos que somam R$ 12,2 bilhões, conforme números divulgados nesta sexta-feira (14.06) pela Defesa Civil. A agricultura foi duramente afetada, com perdas superiores a R$ 4,1 bilhões, enquanto a pecuária registrou prejuízos de R$ 372,1 milhões.

O setor habitacional foi o mais atingido, contabilizando R$ 4,7 bilhões em danos, com cerca de 110,9 mil unidades residenciais danificadas ou destruídas. O impacto foi significativo tanto no setor público quanto no privado. O setor público sofreu perdas de aproximadamente R$ 2,5 bilhões, enquanto o privado, incluindo atividades agrícolas e industriais, registrou um prejuízo de R$ 5 bilhões.

Além das perdas materiais, as chuvas resultaram em graves tragédias humanas. Até o momento, foram confirmadas 176 mortes e 38 pessoas ainda estão desaparecidas. A situação de emergência desalojou 422,7 mil pessoas e deixou 98,1 mil desabrigadas. No total, cerca de 11,4 mil pessoas ficaram feridas ou enfermas, impactando diretamente a vida de aproximadamente 4,2 milhões de gaúchos.

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O aumento significativo nas perdas agrícolas, que subiram de R$ 3,7 bilhões na semana passada para R$ 4,1 bilhões, evidencia a gravidade da situação no campo. As chuvas devastaram plantações e pastagens, comprometendo a produção e a subsistência de milhares de famílias rurais.

Fonte: Pensar Agro

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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