AGRONEGÓCIO

Pecuária dá passo estratégico rumo à sustentabilidade com rastreabilidade inédita

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Mato Grosso, maior produtor de carne bovina do país, está prestes a inaugurar uma nova etapa em sua história agropecuária: uma pecuária sustentável, com inclusão social e rigor ambiental — mas sem abrir mão da produtividade. No centro dessa virada está o Passaporte Verde, programa idealizado pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) e já em fase de regulamentação.

A iniciativa surge como resposta pragmática a uma demanda cada vez mais presente: o mercado internacional exige carne com lastro ambiental, social e legal. E Mato Grosso quer provar que consegue entregar isso em escala. A proposta é monitorar a origem da carne desde o nascimento até o abate, garantindo que o animal passou por propriedades em conformidade com a legislação ambiental e livre de áreas com desmatamento ilegal.

O programa se apoia em dois pilares principais. O primeiro é o compliance ambiental, viabilizado pelo Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem), que permite que produtores em situação irregular avancem no processo de regularização sem serem excluídos do mercado formal. O segundo pilar é o incentivo à intensificação produtiva: recuperação de pastagens, aumento da produtividade por hectare, redução da idade de abate e melhoria da qualidade da carne. O objetivo é reduzir a pegada de carbono e ampliar a rentabilidade da atividade.

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Outro diferencial do Passaporte Verde está na rastreabilidade. Ao contrário do sistema atual, considerado burocrático por muitos pecuaristas, o modelo proposto será mais ágil e acessível, com uma plataforma própria para facilitar a identificação e o monitoramento dos animais ao longo da cadeia.

A adesão ao programa poderá garantir ao produtor benefícios práticos, como acesso facilitado ao crédito rural, apoio técnico para regularização ambiental e até oportunidades no mercado de carbono. Além disso, o cumprimento dos critérios ambientais e sociais valorizaria a carne mato-grossense nos mercados mais exigentes.

O avanço do programa ocorre em um momento favorável para a pecuária do estado. Segundo dados recentes do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), entre janeiro e abril foram abatidas 2,39 milhões de cabeças de gado, um recorde histórico para o período, com crescimento de 32,6% frente ao ano anterior. O número foi impulsionado, sobretudo, pelo aumento no abate de fêmeas, que representaram 55% do total de animais abatidos em abril.

Também em abril, Mato Grosso bateu recorde de exportações de carne bovina, com embarques de 74,9 mil toneladas equivalentes carcaça — avanço de 33% em relação ao mês anterior. A China continua liderando como principal destino da carne mato-grossense, seguida por Emirados Árabes e Filipinas.

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O Passaporte Verde, portanto, aparece como um reforço estratégico. Ao agregar valor à produção e garantir segurança jurídica e ambiental, ele fortalece o posicionamento do estado como fornecedor confiável e moderno de proteína animal.

A expectativa é que a proposta seja formalizada por meio de um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Com ele, o estado quer consolidar uma narrativa positiva em um dos setores mais visados globalmente — e mostrar, com números e ações concretas, que é possível produzir com responsabilidade, rentabilidade e visão de futuro.


Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro

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A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.

A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.

Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.

A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.

A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.

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A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.

Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.

O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.

A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.

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Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.

A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.

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Fonte: Pensar Agro

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