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Minas Gerais bate recorde na produção de cana-de-açúcar e impulsiona empregabilidade no setor

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Minas Gerais estabeleceu um novo recorde na produção de cana-de-açúcar, com uma média de 84.829 quilos por hectare, superando a marca anterior de 78.786 quilos por hectare da safra 2022/2023.

Este aumento impulsionou a produção total para 80,2 milhões de toneladas, representando um crescimento de 13,6% em relação à temporada anterior.

Além do salto na produtividade, o setor de cana-de-açúcar mineiro também experimentou um boom de empregabilidade, com um aumento de 20% na criação de empregos formais, resultado direto do incremento na produção.

Este progresso coloca Minas Gerais como o segundo maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, logo atrás de São Paulo, de acordo com um estudo realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A análise da Conab, que abrangeu períodos críticos de crescimento da cana, destaca não apenas o aumento quantitativo, mas também a implementação de tecnologias avançadas e práticas agrícolas inovadoras que contribuíram para este resultado excepcional.

Produtores locais, celebram o aumento de produtividade, atribuindo o sucesso a uma combinação de tecnologia avançada, gestão eficiente do solo e condições climáticas favoráveis. A adequação climática, em particular, foi um fator crucial, proporcionando as condições ideais para o cultivo da cana-de-açúcar na região.

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Além do impacto direto na produção e empregabilidade, o crescimento do setor canavieiro mineiro promove benefícios econômicos mais amplos, desde a geração de mais impostos para os municípios até a melhoria dos índices de desenvolvimento humano locais.

Iniciativas estaduais e investimentos em tecnologias sustentáveis, como a produção de biometano a partir de resíduos da cana, são esperados para manter o ritmo de crescimento e sustentabilidade do setor.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Receita dá trégua em aplicação de multas da Reforma Tributária, mas é preciso atenção

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A Receita Federal confirmou que não aplicará multas em 2026 para os contribuintes que cometerem erros ao preencher o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nas notas fiscais eletrônicas. O anúncio traz um alívio temporário para o agronegócio, setor que enfrenta uma das maiores reformulações operacionais de sua história.

A partir de 1º de agosto de 2026, quando começam a valer as novas obrigações de preenchimento, o governo adotará uma postura exclusivamente educativa. Caso o produtor rural ou a empresa do agro cometa alguma falha nas informações fiscais, haverá uma notificação com prazo de até 60 dias para a correção das inconsistências, sem aplicação de penalidades. As cobranças e punições financeiras efetivas foram postergadas para 1º de janeiro de 2027, data em que a CBS entra oficialmente em vigor.

O que são o IBS e a CBS

Para o produtor rural, entender a nova engrenagem é essencial, já que o modelo atual de impostos será progressivamente substituído por dois novos tributos que vão incidir diretamente sobre a comercialização da produção, insumos e maquinários:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): É o novo imposto federal. Ele vai unificar os atuais PIS e Cofins. Por ser de competência da União, sua arrecadação vai direto para o governo federal.

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): É o novo imposto estadual e municipal. Ele vai juntar o ICMS (que hoje é estadual) e o ISS (que é municipal). A gestão desse tributo será feita de forma conjunta por Estados e Municípios através de um órgão chamado Comitê Gestor do IBS.

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Juntos, o IBS e a CBS formam o chamado IVA Dual (Imposto sobre o Valor Agregado). Na rotina do campo, a principal mudança está na forma de calcular: o imposto passará a ser cobrado apenas sobre o valor que o produtor agrega ao produto, permitindo o abatimento de créditos dos impostos pagos nas etapas anteriores (como na compra de fertilizantes, sementes ou diesel). É por isso que o preenchimento correto da nota fiscal se torna o coração do novo sistema.

Embora o governo tenha aberto uma janela sem punições, especialistas alertam que o prazo regulamentar não deve se traduzir em braços cruzados no campo. O momento exige preparação estratégica imediata, especialmente pelas particularidades logísticas e comerciais do agronegócio.

O produtor rural precisa entender que esse período sem multas é uma oportunidade para ajustar processos, revisar sistemas e compreender como a nova lógica tributária vai funcionar. Quem deixar para agir apenas em 2027 pode enfrentar dificuldades operacionais, erros fiscais e impactos financeiros importantes. Os dados transmitidos voluntariamente neste ano de aprendizado servirão de base para o governo calibrar as alíquotas de referência do futuro sistema.

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O tamanho do desafio se reflete nos números oficiais: a Receita Federal informou que mais de 12,5 milhões de empresas já estão emitindo notas fiscais no ambiente de testes montado pelo governo, com um volume que já supera 13,5 bilhões de documentos processados.

Os especialistas recomendam ao homem do campo buscar orientação técnica especializada e atualizar os sistemas de gestão da fazenda o quanto antes, já que a Reforma Tributária muda não apenas tributos, mas também rotinas fiscais, parametrizações e obrigações acessórias. O produtor rural precisa estar cercado de informação confiável.

O cenário demanda atenção redobrada porque o arcabouço legal ainda está sendo desenhado. O regulamento operacional publicado pelo governo traz mais de 160 referências a futuras normas complementares que ainda dependem de publicação oficial por parte da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS. Essas indefinições envolvem desde o desenho final dos layouts das notas fiscais até os procedimentos práticos de apuração de créditos para o produtor.

Entidades representativas do setor agropecuário começam a enviar sugestões de aprimoramento ao Ministério da Fazenda para tentar simplificar os mecanismos antes da estreia definitiva do modelo, garantindo que a transição no campo ocorra sem travar o escoamento da produção nacional.

Fonte: Pensar Agro

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