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Mapa investe R$ 10 milhões na recuperação de estradas rurais do Maranhão

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está investindo R$ 10 milhões do Programa de Recuperação de Estradas Vicinais, para melhorar o escoamento da produção agrícola e a infraestrutura logística do Maranhão.

As obras beneficiam não só os agricultores, mas também a população rural em seu deslocamento para serviços essenciais, como saúde e educação nos municípios.

Realizado em parceria com municípios, secretarias estaduais e/ou consórcios municipais, o programa visa agilizar e tornar eficientes as obras, considerando as inúmeras dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais, como adversidades climáticas e falta de infraestrutura logística.

Em Magalhães de Almeida, a construção da estrada vicinal no povoado de Trincheiras será fundamental para solucionar o isolamento da maioria dos moradores rurais durante o período chuvoso.

Em São Bernardo, serão construídos 100 km de estradas, beneficiando cerca de 6 mil habitantes da região, melhorando significativamente suas condições de vida e possibilitando o escoamento e comercialização de produtos agrícolas.

“Os benefícios vão muito além dos produtores rurais. Toda a comunidade terá uma melhor qualidade de vida, facilitando o acesso à educação, consultas médicas e outros serviços. A política é, acima de tudo, sobre a transformação na vida das pessoas”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

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Fonte: Pensar Agro

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Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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