AGRONEGÓCIO

Mapa anuncia retomada das exportações de frango e peru do Brasil à UE

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta segunda-feira (22.09), que o mercado europeu será reaberto para a carne de frango e de peru produzida no Brasil, suspensa desde maio após a identificação de um foco de influenza aviária de alta patogenicidade em uma granja do Rio Grande do Sul.

O regulamento entra em vigor a partir desta terça-feira, 23, permitindo a entrada de produtos com data de produção a partir de 18 de setembro e estabelecendo um cronograma escalonado: o restante do país, exceto o Rio Grande do Sul, já está autorizado a exportar; no estado, fora da área próxima à granja foco, a retomada ocorrerá a partir de 2 de outubro; e dentro de um raio de 10 km da granja foco, a exportação só será permitida em 16 de outubro.

O Mapa destacou que a decisão reforça a credibilidade do sistema de defesa agropecuária brasileiro e consolida a liderança do país nas exportações globais de carne de frango. Entre janeiro e maio, o Brasil enviou 125,3 mil toneladas de frango à União Europeia, volume 20,8% maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior, gerando receita de cerca de R$ 2 bilhões. No acumulado de janeiro a agosto, as vendas externas atingiram 3,28 milhões de toneladas, com faturamento aproximado de R$ 33 bilhões, confirmando a posição do país como maior exportador mundial do produto.

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A retomada do mercado europeu coincide com a auditoria da China, que começou nesta segunda-feira para avaliar os controles sanitários relacionados à influenza aviária. A missão técnica é etapa fundamental para liberar novamente o mercado chinês, último grande destino que mantém restrições à carne brasileira.

O setor agropecuário projeta que, com a reabertura gradual e a demanda reprimida, os próximos meses devem registrar recuperação de volume e receita, amenizando os impactos da suspensão temporária das exportações.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Plano Safra amplia crédito e abre novas oportunidades para o agro

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O lançamento do Plano Safra 2026/2027 chega em um momento de expansão para o agronegócio acreano. Com linhas de crédito mais amplas, incentivos à produção sustentável e estímulo aos investimentos em infraestrutura, o programa pode acelerar o desenvolvimento de cadeias produtivas que vêm ganhando espaço na economia do estado.

Estudos do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre indicam que o agronegócio continuará entre os setores mais promissores da economia local em 2026, com expectativa de crescimento entre 1% e 6%. O desempenho é sustentado pela expansão de atividades como a cafeicultura, produção de cacau, mel, açaí e pela cadeia de proteína animal, segmentos que têm ampliado investimentos e conquistado novos mercados.

Entre as novidades do Plano Safra está a redução do custo do crédito para os produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). A linha contará com R$ 72,6 bilhões em recursos e taxa máxima de juros de 9% ao ano, abaixo da praticada no ciclo anterior. A medida beneficia um público que tem papel relevante na produção agropecuária do Acre e na geração de empregos no campo.

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A sustentabilidade também passa a ocupar posição estratégica na política de crédito rural. Produtores que mantiverem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado e adotarem práticas de conservação ambiental poderão obter desconto de até um ponto percentual nas taxas de financiamento para operações de custeio, criando um incentivo financeiro para a regularização ambiental das propriedades.

Outro eixo do programa é o estímulo à modernização das fazendas por meio de investimentos em energia renovável. O crédito poderá financiar projetos de geração de energia solar, biomassa, sistemas eólicos e soluções de armazenamento de energia, reduzindo despesas com eletricidade e aumentando a eficiência das atividades rurais.

A infraestrutura de armazenagem também ganhou reforço. O Plano Safra prevê recursos para construção, ampliação e modernização de silos, armazéns e câmaras frias, investimentos considerados fundamentais para diminuir perdas pós-colheita, melhorar a conservação da produção e ampliar a competitividade dos produtores acreanos.

Na gestão de riscos, o governo federal ampliou os incentivos à contratação do seguro rural e do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). A intenção é fortalecer a proteção dos produtores diante de eventos climáticos extremos, tornando esses instrumentos parte cada vez mais importante da política de crédito rural.

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Com o tema “Crédito que fortalece o campo. Campo que alimenta o mundo”, o Plano Safra 2026/2027 busca ampliar o acesso ao financiamento, incentivar a inovação tecnológica e fortalecer a produção agropecuária em todas as regiões do país. Para o Acre, onde diversas cadeias produtivas vivem um período de expansão, as novas condições de crédito podem contribuir para consolidar o crescimento do setor e ampliar sua participação na economia estadual.

Fonte: Pensar Agro

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