AGRONEGÓCIO

IBGE diz que clima vai prejudicar a próxima safra de grãos e prevê redução de 8,5 milhões de toneladas

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A imprevisibilidade do clima no Brasil terá um impacto significativo na próxima safra do agronegócio. Estimativas recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) projetam uma queda de 2,8% na colheita de grãos, cereais e leguminosas em 2024, totalizando 308,5 milhões de toneladas, em comparação com os 317 milhões de toneladas deste ano.

Os cultivos de soja e milho serão os mais afetados, com uma redução esperada de 1,3% e 5,6% em relação aos números de 2023. Além disso, as áreas destinadas ao plantio dessas culturas também devem diminuir em 0,6% e 0,4%, respectivamente.

Carlos Alfredo Barradas, do IBGE, explicou que a principal razão para essa redução na produção é a imprevisibilidade climática. A transição do La Niña para o El Niño trouxe mudanças drásticas, com chuvas excessivas no Sul e seca no Norte e Nordeste, afetando também o Centro-Oeste, que é responsável por grande parte da produção nacional.

As altas temperaturas, o clima seco e a escassez de chuvas preocupam os produtores de soja. Esses fatores prejudicam a produção, mas podem ajudar nas margens de lucro na próxima safra, já que os preços, no mercado internacional iniciaram uma tendência de alta a partir destas previsões.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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