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Feicorte começa em Presidente Prudente e reúne cadeia da carne com leilões, genética e negócios

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Presidente Prudente (cerca de 560 quilômetros da capital, Sâo Paulo), sedia a partir desta terça-feira (23) a terceira edição da Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne. O evento deve reunir aproximadamente 20 mil visitantes, entre pecuaristas, pesquisadores, empresas e profissionais ligados ao setor, número 20% superior ao registrado na edição anterior.

A programação contempla atividades voltadas à tecnologia, genética, sustentabilidade, negócios e gastronomia, consolidando a feira como um dos principais encontros da cadeia da carne no País. Além de participantes de diversas regiões do Brasil, são esperados visitantes do Uruguai, Bolívia, Equador, Colômbia, Argentina e Portugal. A agenda técnica também contará com palestrantes dos Estados Unidos, Canadá, África do Sul e Paraguai.

Entre os destaques está o tradicional “Beef Hour das Raças”, degustação de cortes especiais que busca demonstrar os resultados obtidos pelos programas de melhoramento genético. Nesta edição, serão apresentados cortes de 17 raças bovinas, além de opções produzidas a partir de búfalos e ovinos da raça Suffolk.

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A feira também terá novidades, como a Exposição de Ovinos, com julgamentos e atividades técnicas, e o primeiro Julgamento de Animais Rústicos realizado no Estado de São Paulo. Outra atração será o Fórum Feicorte, que reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater temas estratégicos relacionados à cria, recria, engorda, avaliação de carcaça por ultrassonografia, sustentabilidade e mercado.

Durante os quatro dias de programação, o público poderá acompanhar ainda o Leilão Pecuária Solidária, com renda integralmente destinada a ações beneficentes; a desossa e degustação de animais da raça Bonsmara; o Shopping Seleção Feicorte, voltado à comercialização de genética de alto valor agregado; além do Espaço Origens, destinado à divulgação de produtos de pequenos e médios empreendedores paulistas.

A feira contará ainda com exposição de empresas, demonstrações de tecnologias para a pecuária e uma área dedicada ao sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), modelo que vem ganhando espaço por aliar produtividade e sustentabilidade.

Após ser realizada durante 19 anos na capital paulista e permanecer uma década sem edições, a Feicorte retornou em 2024, em Presidente Prudente. No ano passado, o evento reuniu mais de 140 expositores, cerca de 500 animais e ocupou uma área de 84 mil metros quadrados.

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A realização é da Verum e do Instituto Brasileiro de Inovação, Cultura e Qualidade do Agro e Pecuária (IBIQPEC).

Serviço

Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne
Data: 23 a 26 de junho de 2026
Horário: das 8h às 22h
Local: Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP)
Informações e inscrições: site oficial da Feicorte

Fonte: Pensar Agro

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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