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Em 2025 Belém sediará o maior evento de insumos agrícolas do Brasil

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Em 2025, Belém será palco do maior evento de insumos agrícolas do Brasil, o Senagri – Seminário Nacional sobre Insumos Agrícolas. Sob a organização da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), o evento ocorrerá em junho do próximo ano, promovido pela Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária (SBDA) com o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Palestras, debates, minicursos e reuniões técnicas comporão a abordagem de diversos tópicos, alinhando também a formação da equipe gestora interna responsável pelos trabalhos. O encontro não apenas promoverá novas técnicas e tecnologias agrícolas, mas também deve facilitar o compartilhamento de conhecimento entre profissionais do setor.

A realização do Senagri no Pará coincide com a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém, prevista para atrair mais de 600 participantes. O evento será focado em promover uma produção agrícola sustentável e discutir temas atuais sobre o uso consciente do solo e a preservação dos recursos naturais, questões essenciais na agenda global.

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O seminário abordará temas nacionais como Agrotóxicos, Bioinsumos, Sanidade Vegetal, Adubos e Fertilizantes, Sementes, Mudas, Inovações Tecnológicas para o setor e o agronegócio, e a produção artesanal do Estado do Pará. Destaca-se também a inclusão da atividade de inspeção realizada pela Adepará como um dos eixos temáticos, evidenciando a política inclusiva que gera emprego e renda para pequenos produtores e proporciona acesso aos mercados.

Além das palestras, está prevista a montagem de uma feira para exibir os produtos que representam essa política inclusiva e de geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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