AGRONEGÓCIO

Agronegócio fechou 25 com recordes de volume e receita e projeta novo ciclo forte em 26

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O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com um conjunto expressivo de recordes nas exportações, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos, fibras e proteínas. Os embarques de produtos agropecuários cresceram em volume e garantiram o maior faturamento da série histórica, sustentados por demanda internacional firme e competitividade favorecida pelo câmbio.

Ao longo do ano, o Brasil exportou 3,6% a mais em volume, mesmo diante de uma leve retração de 0,6% nos preços médios internacionais. Ainda assim, a receita total alcançou R$ 913,7 bilhões, um novo recorde. O desempenho reforça a capacidade do setor de ampliar presença global mesmo em um ambiente internacional marcado por ajustes econômicos e tensões geopolíticas.

Para 2026, a avaliação predominante é de continuidade em patamares elevados nas exportações, especialmente de proteínas animais. Há espaço para novos recordes em carnes de frango, suína e ovos. No caso da carne bovina, o cenário tende a ser mais moderado, em função de limites impostos pelo principal mercado comprador, embora a diversificação de destinos siga como fator de sustentação. Na agricultura, a evolução das safras em campo será determinante, mas há expectativa de novo avanço nos embarques de grãos.

Principal item da pauta exportadora do agronegócio, a soja atingiu 108,2 milhões de toneladas embarcadas em 2025, alta de 9,5% em relação ao ano anterior. A demanda asiática seguiu como pilar do desempenho, garantindo sustentação aos preços e fluidez nos embarques. Para 2026, a combinação entre maior oferta e competitividade cambial pode elevar as exportações brasileiras para uma faixa entre 112 milhões e 113 milhões de toneladas, ampliando ainda mais a participação do país no comércio global da oleaginosa.

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Outro destaque do ano foi o algodão. O Brasil consolidou a liderança como maior exportador mundial ao embarcar 3,03 milhões de toneladas, crescimento de 9% sobre 2024. Mesmo em um cenário global menos favorável ao consumo de produtos têxteis, o país avançou sobre mercados tradicionalmente ocupados por concorrentes, reforçando sua posição estratégica. Para 2026, a expectativa é de manutenção de volumes elevados, com possibilidade de novo crescimento, a depender da produtividade da próxima safra.

No segmento de carnes, o desempenho foi histórico. As exportações de carne bovina somaram 3,5 milhões de toneladas em 2025, avanço de 40,1%, estabelecendo novo recorde. Para 2026, a imposição de cotas por parte da China tende a limitar parte do crescimento, mas o Brasil segue com ampla base de mercados e competitividade reconhecida.

As exportações de carne de frango também atingiram recorde, com 5,324 milhões de toneladas embarcadas, alta de 0,6%. Após restrições temporárias ao longo do ano passado, os principais mercados retomaram as compras, abrindo espaço para uma expansão mais intensa em 2026. No caso da carne suína, os embarques alcançaram 1,510 milhão de toneladas, crescimento de 11,6%, consolidando o Brasil entre os maiores exportadores globais da proteína.

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O mercado de ovos foi outro destaque. As exportações mais que dobraram em 2025, atingindo 40,89 mil toneladas, crescimento de 121,4%. Mesmo com esse avanço, o abastecimento interno permaneceu preservado, evidenciando o potencial de internacionalização do setor sem pressão sobre o mercado doméstico.

Além dos grandes produtos da pauta, outros segmentos também registraram marcas históricas. As exportações de gado vivo alcançaram 1,05 milhão de cabeças, alta de 5,53%, refletindo demanda consistente de países do Norte da África e do Oriente Médio. Produtos como pimenta, amendoim, óleo de amendoim, melão fresco e castanha de caju também apresentaram crescimentos expressivos, reforçando a diversificação da oferta brasileira ao mercado internacional.

O conjunto dos resultados confirma que o agronegócio brasileiro inicia 2026 com bases sólidas, mercados abertos e capacidade de crescimento. Com produção em escala, eficiência logística crescente e maior integração às cadeias globais, o setor segue como um dos principais vetores de geração de renda, divisas e oportunidades para o produtor rural.

Fonte: Pensar Agro

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Risco de geada faz mercado internacional de café operar em alta

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O mercado internacional de café abriu a semana com uma correção de preços impulsionada pelo prêmio de risco climático. A possibilidade de formação de geada nas áreas produtoras de arábica — Sul de Minas Gerais, Mogiana Paulista e Paraná — desencadeou um movimento de cobertura de posições por parte de fundos de investimento, elevando os contratos futuros nas bolsas de Nova York e Londres.

O arábica, cotado na Bolsa de Nova York, encerrou o último pregão com valorização, atingindo o equivalente a R$ 41,48 por quilo. O café conilon, negociado na Bolsa de Londres, também acompanhou a trajetória de alta, fechando o contrato de julho cotado a R$ 21,01 por quilo (considerando a cotação de R$ 5,17).

Análise de fundamentos:

  • Gestão de risco: O mercado incorporou o temor de geada como fator de volatilidade de curto prazo. A sensibilidade dos fundos às previsões meteorológicas é o motor atual dos preços.

  • Oferta: Independentemente da variação de temperatura, a sustentação das cotações permanece ancorada no cenário de oferta global restrita. O movimento de alta atual reflete o ajuste do mercado a um patamar de preço que compensa a escassez de produto.

  • Estratégia do produtor: Analistas indicam que a volatilidade deve perdurar até a consolidação dos dados sobre eventuais danos às lavouras. A recomendação técnica é de cautela na comercialização: enquanto a alta for movida estritamente pela especulação climática, o mercado está sujeito a correções rápidas; caso o frio confirme perdas reais de produtividade, a tendência de alta se consolida como um novo patamar estrutural de preços.

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O mercado físico no Brasil mantém a cautela. Produtores e tradings monitoram o comportamento das temperaturas nas próximas 48 horas como balizador para novas negociações. O cenário de preços segue atrelado à capacidade da safra brasileira em atender à demanda global, com o risco climático atuando como o principal limitador de oferta no curtíssimo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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