AGRONEGÓCIO

Agronegócio fecha 11 meses com superávit de R$ 115,9 bilhões

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O agronegócio de São Paulo encerrou os 11 primeiros meses de 2025 com um superávit de R$ 115,9 bilhões, segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA). No período, as exportações do setor somaram R$ 144,9 bilhões, enquanto as importações ficaram em R$ 29 bilhões. Os embarques agropecuários representaram 40,6% de tudo o que o Estado exportou entre janeiro e novembro, consolidando novamente a liderança paulista entre os grandes centros econômicos do País.

No cenário nacional, São Paulo manteve posição de destaque e respondeu por 17% de todas as exportações do agronegócio brasileiro, assegurando o segundo lugar no ranking — atrás apenas de Mato Grosso, que registrou 17,3%. A pauta paulista segue diversificada e com forte presença de produtos de alta competitividade internacional.

O complexo sucroalcooleiro permaneceu no topo das vendas externas, com R$ 45,1 bilhões, equivalentes a 31,3% do total exportado. Na sequência apareceram carnes (R$ 22 bilhões), produtos florestais (R$ 14,8 bilhões), sucos (R$ 14,3 bilhões) e complexo soja (R$ 12,1 bilhões). Somados, esses grupos responderam por 75,5% dos embarques do agro paulista. O café ficou na sexta colocação, com R$ 8,8 bilhões.

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O desempenho dos segmentos variou de acordo com o comportamento de preços e volumes ao longo do ano. As exportações de café registraram alta expressiva de 39,2%, impulsionadas pela combinação de safra maior e demanda firme. Carnes avançaram 24,1%, enquanto o complexo soja cresceu 1,3%. Já o grupo sucroalcooleiro recuou 29,6%, refletindo ajustes globais de oferta. Produtos florestais e sucos também tiveram leve queda, de 4,8% e 4,9%, respectivamente.

A China se manteve como principal destino do agro paulista, com 24,4% de participação. Em seguida vieram União Europeia (14,3%) e Estados Unidos (11,8%), mesmo após o impacto do tarifaço anunciado pelo governo norte-americano em agosto, que reduziu o ritmo dos embarques no segundo semestre. Segundo a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), apesar da desaceleração, parte do efeito foi compensada pela ampliação de vendas para China, México, Canadá, Argentina e países europeus.

A decisão dos Estados Unidos de retirar as tarifas, anunciada em 20 de novembro, deve contribuir para uma retomada gradual no fluxo comercial. De acordo com análise do Instituto de Economia Agrícola (IEA-SP), a normalização dos contratos tende a ocorrer ao longo dos próximos meses, devolvendo previsibilidade aos exportadores paulistas.

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A Secretaria de Agricultura destacou que o desempenho robusto está diretamente relacionado a avanços estruturais, como investimentos em pesquisa, ampliação da infraestrutura logística, redução de entraves burocráticos e políticas voltadas ao aumento da competitividade. Segundo a pasta, o resultado reforça o papel estratégico dos produtores paulistas e mostra que o Estado segue preparado para responder às demandas de um mercado global cada vez mais exigente.

Fonte: Pensar Agro

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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