AGRONEGÓCIO

Agronegócio enfrenta desafios climáticos e busca soluções sustentáveis

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As altas temperaturas registradas nos últimos dias têm impactado lavouras de soja, milho e arroz na Região Sul do Brasil, além de plantações de café e frutas no Sudeste. A cada safra, os efeitos das mudanças climáticas se tornam mais evidentes, exigindo que o setor agropecuário adote estratégias para minimizar as perdas e garantir a produção de alimentos.

Diante desse cenário, práticas de manejo sustentável ganham destaque como alternativa para reduzir os impactos do clima sobre a agricultura. A diversificação de culturas e a implementação de sistemas agroflorestais são apontadas como soluções viáveis, contribuindo para a conservação do solo, o uso eficiente da água e a proteção contra pragas e doenças. Modelos que combinam espécies agrícolas e árvores podem proporcionar um microclima mais favorável ao desenvolvimento das culturas, além de garantir maior resiliência diante das variações climáticas.

Além das técnicas agrícolas, especialistas defendem a adoção de políticas públicas que incentivem a captação e o armazenamento de água, bem como o uso de energias renováveis no campo. Essas iniciativas podem fortalecer a autonomia dos produtores, especialmente da agricultura familiar, permitindo que se adaptem melhor às condições climáticas extremas.

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A preocupação com a preservação das espécies nativas também é crescente. Algumas plantas endêmicas, antes consideradas altamente resistentes à seca, estão apresentando dificuldades de adaptação às mudanças climáticas. A redução da incidência de determinadas espécies reforça a necessidade de estratégias de reflorestamento e conservação ambiental como forma de proteger os biomas brasileiros.

O setor agropecuário segue atento a essas transformações e busca soluções que conciliem produtividade e sustentabilidade. O compromisso com o uso responsável dos recursos naturais e a valorização das comunidades rurais são fundamentais para garantir a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro no longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Ação do MPT na Justiça Federal pede proibição do glifosato em todo o País

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou na sexta-feira (22.05) uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a União pedindo a proibição imediata, em todo o território nacional, de produtos à base de glifosato. O composto é o herbicida mais comercializado no Brasil e o principal insumo utilizado no manejo de pragas nas safras de grãos, cana-de-açúcar e culturas perenes.

Por se tratar de uma ação proposta por um órgão de abrangência federal contra a União e uma autarquia regulatória, o processo tramita na Justiça Federal de Brasília. Uma eventual decisão favorável ao pedido terá efeito imediato sobre todo o território nacional, afetando diretamente as regras de comercialização em todos os estados produtores.

A petição exige o cancelamento de todos os registros vigentes e veda novas autorizações para produção, importação, comercialização e uso da substância e de seus derivados. Caso a Justiça Federal acate o pedido, a Anvisa e a União terão um prazo de transição de até 180 dias para aplicar o banimento, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão. Representantes do setor produtivo apontam risco de impacto financeiro sobre o Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário e na competitividade das commodities brasileiras.

Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmam o volume do uso do defensivo no País: o glifosato lidera o ranking de ingredientes ativos mais vendidos no mercado doméstico, com 231,9 mil toneladas comercializadas no último ano consolidado.

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Especialistas em agronomia afirmam que a retirada do princípio ativo geraria dificuldades técnicas no controle de plantas daninhas no sistema de plantio direto. O argumento do setor é que as alternativas químicas disponíveis hoje na indústria possuem custo superior, demandam maior número de aplicações e registram menor eficácia em lavouras geneticamente modificadas, o que elevaria o custo de produção.

O MPT fundamenta o pedido no princípio da precaução, apresentando relatórios sobre riscos à saúde ocupacional de trabalhadores rurais e contaminação de mananciais de água potável. A peça jurídica cita a classificação de 2015 da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), que enquadrou o herbicida como “provavelmente carcinogênico para humanos”.

O órgão também aponta a recente retratação acadêmica de um artigo científico do ano 2000 que atestava a inocuidade do produto, alegando que houve quebra de integridade na publicação original.

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A Anvisa mantém o parecer de sua última reavaliação oficial do ativo, na qual concluiu que o glifosato não preenche os critérios legais para proibição total no mercado brasileiro. A agência optou por manter a liberação do ingrediente, mas estabeleceu restrições de dispersão e novos parâmetros de referência toxicológica para a proteção dos trabalhadores que manejam o produto no campo.

A disputa amplia a pressão jurídica sobre empresas do setor químico, com destaque para a alemã Bayer, detentora da marca Roundup, que enfrenta processos semelhantes nos Estados Unidos movidos por trabalhadores que alegam ter desenvolvido linfoma não-Hodgkin após exposição crônica ao produto. A companhia defende a segurança do defensivo quando utilizado de acordo com as instruções da bula.

No Brasil, o embate nacional soma-se a ações regionais movidas pelo Ministério Público em estados como Mato Grosso, maior produtor de grãos do País. Entidades como a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) contestam as tentativas de restrição, apontando falta de alternativas exequíveis no curto prazo.

Fonte: Pensar Agro

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