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MPMT reúne instituições para fortalecer ações de inteligência

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta terça-feira (15), a palestra “Inteligência, Cooperação e Recuperação de Ativos”, promovida pelo Centro de Segurança e Inteligência (CSI) com apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público. O evento reuniu membros, servidores e representantes de diversas instituições parceiras para debater estratégias de enfrentamento às organizações criminosas por meio da integração entre agências e do compartilhamento de informações.Na abertura da programação, o coordenador do CSI, promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou a importância da qualificação permanente dos profissionais que atuam na área de inteligência diante dos desafios impostos pelas organizações criminosas contemporâneas. Segundo ele, a atuação integrada é fundamental para alcançar resultados efetivos.“Hoje enfrentamos um desafio maiúsculo, que é o avanço desse novo formato de organização criminosa que vem assolando o nosso país e colocando em risco, inclusive, o regime democrático. Para assumir esse enfrentamento, nós temos que nos capacitar, aprimorar e estudar”, afirmou Mauro Zaque.O promotor também ressaltou o diferencial de Mato Grosso na articulação entre as instituições de segurança, inteligência e fiscalização, defendendo o fortalecimento da cultura de cooperação interinstitucional. “Hoje, a qualidade de uma agência de inteligência é medida pela capacidade de difundir informações e produzir conhecimento útil. Precisamos manter esse espírito de união e de trabalho conjunto para potencializar nossas ações”, acrescentou.Convidado para ministrar a palestra, o promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Leonardo Leonel Romanelli, apresentou experiências relacionadas ao combate a organizações criminosas, com foco na recuperação de ativos ilícitos e na integração entre órgãos de inteligência e investigação.“O combate às redes criminosas depende hoje da recuperação de ativos e da integração de agências. Essa é a nossa tese central. Nenhuma instituição trabalha sozinha. A troca de informações e a atuação coordenada são essenciais para enfrentar estruturas criminosas cada vez mais complexas e altamente organizadas”, defendeu Romanelli.Durante sua exposição, o palestrante destacou que o enfraquecimento financeiro das organizações criminosas tem se mostrado uma das ferramentas mais eficazes no combate à criminalidade organizada, aliado ao trabalho articulado entre Ministério Público, forças policiais, órgãos de inteligência e demais instituições públicas.Realizada durante o “Mês da Inteligência”, a iniciativa integra as ações voltadas ao fortalecimento da cultura de segurança institucional no âmbito do MPMT. O evento teve como propósito incentivar a cooperação interinstitucional, o compartilhamento estratégico de informações e a atuação integrada no enfrentamento à criminalidade. Participaram representantes do Ministério Público, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar, Exército Brasileiro, Receita Federal e outras instituições ligadas à segurança pública e à atividade de inteligência.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT promove alinhamento estratégico da rede de proteção em Juara

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A Promotoria de Justiça Cível de Juara (a 709 km de Cuiabá) promoveu, na quinta-feira (17), uma reunião de alinhamento com instituições que integram a rede de proteção à infância e à juventude do município. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a atuação estratégica e integrada dos órgãos responsáveis pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes, com a definição de diretrizes voltadas ao aprimoramento dos fluxos de atendimento e à delimitação mais clara das atribuições de cada instituição.Coordenado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o encontro foi realizado na sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e reuniu representantes do Poder Judiciário, da Secretaria Municipal de Assistência Social, do Creas, da Casa de Passagem Francisca Isaura, do Conselho Tutelar e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), órgãos que compõem a rede de proteção no município.Durante a reunião, foram debatidos aspectos relacionados ao funcionamento da rede, com destaque para a necessidade de aperfeiçoar a comunicação entre os serviços, consolidar fluxos de atendimento mais eficientes e definir com maior precisão as responsabilidades de cada órgão. Também foi ressaltada a importância da articulação permanente entre as instituições para garantir respostas mais ágeis e eficazes às demandas envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou com direitos violados.Outro tema abordado foi o fortalecimento dos procedimentos relacionados à Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente (Ficai) e à busca ativa escolar, ferramentas consideradas estratégicas para o enfrentamento da evasão e da infrequência escolar. A proposta é ampliar a capacidade de identificação precoce de situações de risco e assegurar a adoção das medidas necessárias para a permanência dos estudantes no ambiente educacional.Na ocasião, o Ministério Público informou que passará a realizar acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas pela rede de proteção, por meio de avaliações periódicas sobre o cumprimento das atribuições institucionais e a efetividade dos atendimentos prestados. A medida permitirá identificar desafios, corrigir eventuais falhas de comunicação e promover melhorias contínuas nos fluxos de trabalho e na integração entre os órgãos.A qualificação permanente dos profissionais que atuam diretamente no atendimento de crianças e adolescentes também foi apontada como prioridade. Nesse contexto, foi destacada a importância da participação contínua de conselheiros tutelares, equipes do Creas e demais serviços especializados em atividades de capacitação e atualização técnica.No fim do encontro, ficou definida a adoção de medidas permanentes para o aperfeiçoamento e a formalização dos fluxos de atendimento, incluindo a elaboração de fluxogramas que orientem os encaminhamentos e estabeleçam de forma objetiva as responsabilidades de cada instituição integrante da rede de proteção.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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