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Verde Novo leva conscientização e afeto pelo meio ambiente em ação na TVCA

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Mulher de camiseta azul e calça branca fala ao microfone em frente a um painel verde da SIPAT. Ao lado, estantes de madeira com mudas de plantas em sacos de papel.“Quando a gente pega uma mudinha do Verde Novo, criamos um afeto, um amor pelo meio ambiente”. A fala é de Carolina Andreani, produtora e editora na Rede Matogrossense de Comunicação (RMC), mas pode resumir o sentimento que outros colaboradores puderam experimentar na tarde desta sexta-feira (8), no encerramento da Semana SIPAT – Saúde e Segurança no Trabalho.
O Programa Verde Novo do Poder Judiciário de Mato Grosso fez parte da programação do evento organizado pela empresa de comunicação. Na ocasião, mais de 100 mudas de árvores nativas e frutíferas foram distribuídas aos trabalhadores. Além disso, a ação também proporcionou um momento de conscientização e educação ambiental.
Close de uma mulher de cabelos castanhos falando ao microfone. Ela usa um colar dourado e crachá. Ao fundo, balões coloridos e outras pessoas de costas.Entre esses colaboradores estava Carolina Andreani, que aproveitou a oportunidade para levar para casa mais uma muda frutífera. A ligação da produtora com o Verde Novo, todavia, já vem de outras datas. Em seu quintal, espécies recebidas em outras atividades do programa de arborização já ocupam lugares especiais.
“Eu peguei uma muda frutífera e pretendo plantar na frente da minha casa. Mas, em outras ações, já peguei outras mudas com o Verde Novo que estão grandes e até dando frutos. Tenho ata, pata de vaca, ingá. Quando a gente pega uma mudinha com o Verde Novo, acaba criando um afeto e também um amor pelo meio ambiente”, contou.
Para a produtora, a ação do Poder Judiciário ajuda a propagar a consciência ambiental. “Conhecimento bom é aquele conhecimento que é compartilhado. Então, quando é oferecida uma muda de planta para o colaborador e mostrado para ele que é necessário plantarmos para arborizar a cidade, isso é um bem que se torna coletivo”, completou Carolina.
Homem negro de óculos e camisa bege fala ao microfone da TV JUS. Ao fundo, um arco de balões verdes e brancos e pessoas circulando.O operador de áudio Manoel Máximo escolheu uma jaboticabeira e uma goiabeira para levar para casa e também dar sua contribuição com o reflorestamento da cidade. Segundo ele, o Programa Verde Novo é importante para fazer com que as pessoas voltem a dar mais valor às árvores, não só como um bem individual, mas pensando em melhorias para toda sociedade.
“Quanto mais árvores tiver na cidade, melhor. Cuiabá já foi reconhecida como a cidade verde. Quando eu cheguei aqui, realmente tinha muitas árvores em todo lugar que passava. Hoje, não vemos muito isso. Por isso, esse trabalho de distribuição de mudas é enriquecedor, pois também traz informações que podemos absorver e levar para o dia a dia”, comentou Manoel.
Na avaliação da engenheira florestal do Verde Novo, Rosiani Carnaíba, o programa cumpriu mais uma vez seu papel de incentivador do plantio e conscientização ambiental. Ela lembrou ainda que a parceria com a RMC acontece há muitos anos também em outras atividades, como a Corrida de Reis e Multiação.
“Nosso objetivo é sensibilizar, para que eles também tenham a iniciativa de pegar as mudas, plantar e ter um bom benefício com cada árvore plantada. Buscamos também conscientizar e mostrar a responsabilidade que cada um tem com a arborização, não só em casa, na TV Centro América (TVCA), mas em toda Cuiabá”, destacou o representante do Verde Novo.
Homem de terno vinho fala ao microfone em um palco decorado com balões verdes e brancos. Ao lado, uma jovem observa. À frente, baldes com insumos.De acordo com o gerente de sustentabilidade da TVCA/RMC, Cícero Mariano, a ideia pensada para o encerramento da Semana SIPAT foi de compartilhar com os colaboradores boas práticas de sustentabilidade. De acordo com ele, a presença do Verde Novo no evento contribuiu para esse propósito.
“Estamos em uma cidade que precisa ficar verde de novo e temos esse parceiro importante de muitos anos, que está sempre com a gente nos eventos com o objetivo de reflorestar. Hoje, nos juntamos para levar para o colaborador um pouco mais de consciência e incentivo para cumprir a missão de arborizar essa cidade que amamos tanto”, pontuou Cícero.
Verde Novo
Idealizado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo em 2017, o Programa Verde Novo é uma iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso voltada à recuperação das florestas urbanas. Ao longo dos anos, já foram distribuídas e plantadas mais de 250 mil mudas de espécies nativas e frutíferas do Cerrado.
Como participar
Cidadãos e instituições interessados em receber mudas ou promover ações de plantio podem entrar em contato com o programa pelo e-mail [email protected] ou pelo ZapMudas, no telefone (65) 3617-3090. Também é possível se cadastrar como voluntário e participar das próximas iniciativas de arborização.
Fotos: Aldenor Camargo

Autor: Bruno Vicente

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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