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Unemat abre seleção de professores bolsistas para o Parfor Equidade em território indígena

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A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) está com processo seletivo aberto para professores formadores que desejam atuar no programa Parfor Equidade. O certame, regido pelo Edital nº 001/2026-Proeg, foca na Licenciatura Intercultural Indígena e oferece bolsas que, acumuladas, podem chegar a R$ 7.400 por disciplina de 60 horas.

Diferente de seleções convencionais, as vagas exigem atuação presencial modular na Escola Indígena Apowe. Localizada na Aldeia Caçula, a unidade fica a 90 quilômetros da sede do município de Canarana. Para viabilizar a docência nesse contexto de imersão, a Unemat oferecerá alojamento aos professores dentro do território indígena, garantindo o suporte logístico necessário às atividades pedagógicas.

Remuneração e categorias

As bolsas são custeadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pagas em quatro parcelas mensais. O valor total por disciplina de 60 horas varia conforme a experiência do docente e vínculo:

Professor Formador I: R$ 7.400 (quatro parcelas de R$ 1.850). Exige-se mínimo de três anos de experiência no magistério superior e vínculo com o quadro permanente da Unemat ou rede pública de ensino (estadual ou municipal de MT).

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Professor Formador II: R$ 6.200 (quatro parcelas de R$ 1.550). Exige-se mínimo de um ano de experiência no magistério, com preferência para profissionais da Unemat ou da rede pública de ensino.

Áreas de conhecimento

A seleção visa atender três áreas da Licenciatura Intercultural Indígena: Línguas, Artes e Literatura; Ciências Sociais; e Ciências Matemáticas e da Natureza.

Inscrições

Os interessados devem realizar a inscrição exclusivamente pelo site seletivos.unemat.br/afd/ até o dia 17 de maio de 2026. É obrigatório possuir pós-graduação stricto sensu (mestrado ou doutorado) e manter currículo atualizado nas plataformas Lattes e Freire.

A seleção compreende análise de inscrição e avaliação de títulos. Os aprovados participarão de uma formação pedagógica no dia 3 de junho, preparando-se para o semestre letivo 2026/1, com início em julho.

Serviço

Evento: Seletivo para Professor Formador – Parfor Equidade/Unemat

Prazo: Até 17 de maio de 2026

Edital e inscrições: seletivos.unemat.br/afd/

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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