Várzea Grande

ExpoVG celebra 159 anos de Várzea Grande com shows nacionais, regionais, feira e foco no desenvolvimento

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A população de Várzea Grande terá três dias de festa para celebrar os 159 anos do município, a partir de 14 de maio. Na noite desta quinta-feira (09), a prefeita Flávia Moretti participou do lançamento oficial da programação da ExpoVG, uma grande exposição que reunirá cultura, agricultura e empreendedorismo, com o objetivo de fortalecer a retomada do protagonismo da cidade como polo logístico e estratégico no desenvolvimento de Mato Grosso.

O evento que marca o retorno de uma das maiores exposições do município após 21 anos, integra as comemorações de aniversário da cidade, celebrado em 15 de maio.

A proposta da ExpoVG é unir lazer e oportunidades de negócios, oferecendo uma programação diversificada com shows nacionais e regionais gratuitos, além de exposições, fóruns, painéis voltados a pequenos e médios produtores, exposição de maquinários, rodeio, gastronomia e ações voltadas à atração de investimentos e estímulo à retomada industrial do município.

Um dos principais destaques será a Feira da Família, que dará visibilidade à força da agricultura familiar em Várzea Grande. Segundo a gestão municipal, a iniciativa busca mostrar que o setor é pujante, tem potencial de expansão e atende às exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o que amplia as possibilidades de comercialização e abertura de novos mercados.

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Atualmente, a Prefeitura já incentiva diretamente os pequenos produtores por meio da alimentação escolar. Do total de alimentos utilizados na merenda, 25% já são adquiridos da agricultura familiar, fortalecendo a economia rural e garantindo geração de renda no campo.

Durante o lançamento, a prefeita Flávia Moretti destacou que a ExpoVG representa uma nova fase para o município. “Queremos mostrar que somos um polo logístico e que podemos ser o centro de desenvolvimento de Mato Grosso. A ExpoVG surge como uma nova história para o município”, afirmou.

A prefeita também esclareceu que o Município será parceiro da realização do evento por meio de termo de cooperação, sem repasse financeiro. “Somos apenas parceiros da realização do evento, por meio de um termo de cooperação, sem transferência de recursos. Nossa participação é na organização e no trânsito”, reforçou.

Os custos com os shows serão pagos por meio de emendas parlamentares, garantindo que o evento seja realizado com apoio institucional e sem impacto direto no orçamento municipal.

A ExpoVG 2026 acontecera no bairro Chapéu do Sol e está sendo estruturada dentro do Procedimento de Manifestação de Interesse Social (PMIS), com proposta de Acordo de Cooperação.

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Programação de shows

A programação artística inclui atrações nacionais e regionais, com entrada gratuita para o setor pista.
• 14 de maio (quinta-feira): Natanzinho Lima, Jero Neto e Boy Munhoz
• 15 de maio (sexta-feira – feriado e aniversário da cidade): Lauana Prado, Rico e Léo e Luís Paulo e Lunnan
• 16 de maio (sábado): Maiara & Maraisa, Fernanda Leite e João Felipe
• 17 de maio (domingo): encerramento com grande estilo e variedade de ritmos reunindo bandas regionais de lambadão como Os Federais, Ricco e Leo, Cris Campelo, Júnior e Morais, show católico e muito mais.

A entrada será gratuita para a pista, com comercialização de ingressos para arquibancada e camarotes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença

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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.

No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.

Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.

Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.

SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.

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Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos

doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.

Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.

“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.

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MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.

Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.

“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.

SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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